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3 de dezembro de 2007


Aqui está minha vida.
Esta areia tão clara com desenhos de andar
dedicados ao vento.

Aqui está minha voz,
esta concha vazia, sombra de som
curtindo seu próprio lamento

Aqui está minha dor,
este coral quebrado,
sobrevivendo ao seu patético momento.

Aqui está minha herança,
este mar solitário
que de um lado era amor e, de outro, esquecimento.


Cecília Meirelles

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