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9 de dezembro de 2007

A inveja



A inveja é geralmente feita de ilusões superpostas, e não corresponde absolutamente a nada real. Quando admitimos que invejamos alguém, damos um primeiro passo. Podemos ver, então, que na maioria das vezes o que nos incomoda é mais a possibilidade de prazer, de sucesso ou de felicidade de outro, do que o fato de não termos o mesmo benefício. Em seguida, aprofundando, é possível descobrir que geralmente supomos, imaginamos, as vantagens e as delícias que invejamos. Por outro lado, podemos desfrutar prazer em despertar inveja. Supondo que somos invejados – sabemos que não há razão para esse sentimento, por que afinal não somos tão felizes, nem estamos num paraíso – sentimos uma secreta alegria neste papel eleito. Vivendo o papel de invejado, descobrimos que aqueles que invejamos não desfrutam da bem-aventurança que costumamos imaginar.
As pessoas do mesmo meio social e cultural, de idade aproximada, do mesmo sexo, tendem vagamente a concorrer entre si. São competidores em potencial os que dispões de bens semelhantes, atravessam as mesmas experiências ou têm interesses comuns. Nossas atenções estão concentradas nos que se assemelham, de alguma forma, a nós mesmos. Por isso, a inveja é mais comum quando temos uma proximidade qualquer com alguém que parece desfrutar do que não possuímos. Entender isso é só começo.

(Lisboa, Luiz Carlos. O Jejum do Coração – Manual do ENEM*)

Um comentário:

Geabia disse...

minha filha da ñ para arrumar uma frase de deboxe q naun toh atras de frases fubazenta..


bando de fuba;...