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27 de junho de 2008

Same Mistake - James Blunt (tradução)

Same Mistake (tradução)
James Blunt
Composição: Blunt


O Mesmo Erro


Então enquanto eu me reviro nos lençóis
E, mais uma vez, não consigo dormir
Saio porta fora e subo a rua,
Olho as estrelas sob os meus pés
Relembro coisas certas que eu transformei em erradas
E aqui vou eu

Olá, olá

Não há nenhum lugar onde eu não possa ir
A minha mente está turva mas
Meu coração está pesado, não se nota?
Eu perco a trilha que me perde
Assim aqui vou eu
Oh...

E então eu mandei alguns homens à luta,
E um deles voltou na calada da noite,
Disse que tinha visto o meu inimigo
Disse que ele se parecia comigo
Então eu me preparei pra me ferir
E aqui vou eu

Uh, uh, uh, uh, uh, uh (3x)

Não estou pedindo uma segunda chance,
Estou gritando com toda a força da minha voz
Me dê razão, mas não me dê escolha,
Porque eu cometerei o mesmo erro outra vez,

Uh, uh, uh, uh, uh, uh (3x)

E talvez um dia nós nos encontremos
E talvez possamos conversar e não apenas falar
Não acredite nas promessas porque
Não há promessas que eu cumpra,
E minha culpa me inquieta
Assim aqui vou eu

Uh, uh, uh, uh, uh, uh (3x)

Não estou pedindo uma segunda chance,
Estou gritando com toda a força da minha voz
Me dê razão, mas não me dê escolha,
Porque eu cometerei o mesmo erro,

Não estou pedindo uma segunda chance,
Estou gritando com toda a força da minha voz
Me dê razão, mas não me dê escolha,
Porque eu cometerei o mesmo erro outra vez,

Uh, uh, uh, uh, uh, uh (3x)
Uh, uh, uh, uh, uh, uh
Enquanto me reviro em meus lençóis
Uh, uh, uh, uh, uh, uh
E mais uma vez não consigo dormir
Uh, uh, uh, uh, uh, uh
Ando para fora da porta e subo a rua
Uh, uh, uh, uh, uh, uh
Olho as estrelas
Uh, uh, uh, uh, uh, uh
Olho as estrelas, caindo
Uh, uh, uh, uh, uh, uh
E eu me pergunto, onde é que
Uh, uh, uh, uh, uh, uh
Eu errei?

26 de junho de 2008

Eduardo e Mônica

Eduardo e Mônica
Legião Urbana
Composição: Renato Russo

Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão...?

Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade, como eles disseram...

Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer...
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse:
"Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir"

Festa estranha, com gente esquisita
"Eu não 'to' legal, não agüento mais birita"
E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
"É quase duas, eu vou me ferrar..."

Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete,
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard

Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de camêlo
O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo
(É Punk)

Eduardo e Mônica era nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês

Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
De Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô

Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema "escola, cinema
clube, televisão"...

E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser...

Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro, artesanato, e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar...

Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar... (Nããããoooo!)
E ela se formou no mesmo mês
Que ele passou no vestibular

E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz

Construíram uma casa há uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana, seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram

Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias, não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação
Ah! Ahan!

tstststststststs

E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão!

Pais e Filhos

Pais e Filhos
Legião Urbana
Composição: Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Marcelo Bonfá


Estátuas e cofres
E paredes pintadas
Ninguém sabe
O que aconteceu...

Ela se jogou da janela
Do quinto andar
Nada é fácil de entender...

Dorme agora
Uuummhum!
É só o vento
Lá fora...

Quero colo!
Vou fugir de casa
Posso dormir aqui
Com vocês
Estou com medo
Tive um pesadelo
Só vou voltar
Depois das três...

Meu filho vai ter
Nome de santo U
uummhum!
Quero o nome
Mais bonito...

É preciso amar haahaa as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Por que se você parar
Prá pensar
Na verdade não há...

Diz, por que que o céu é azul
Explica a grande fúria do mundo
São meus filhos
Que tomam conta de mim...

Eu moro com a minha mãe
Mas meu pai vem me visitar
Eu moro na rua
Não tenho ninguém
Eu moro em qualquer lugar...

Já morei em tanta casa
Que nem me lembro mais
Eu moro com os meus pais
Huhuhuhu!...Ouh! Ouh!...

É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Por que se você parar
Prá pensar
Na verdade não há...

Sou uma gota d'água
Sou um grão de areia
Você me diz que seus pais
Não entendem
Mas você não entende seus pais...

Você culpa seus pais por tudo
Isso é absurdo
São crianças como você
O que você vai ser
Quando você crescer?

É possível escolher o sexo do bebê?




Com os freqüentes avanços da medicina reprodutiva, hoje é possível escolher o sexo do bebê em laboratório e logo realizar uma fertilização in Vitro (FIV), implantando somente os embriões do sexo determinado, mas além de gerar polêmicas em todo o mundo, o procedimento tem um custo elevado, não sendo acessível à maioria dos casais brasileiros.

Porém, existem algumas dicas a serem seguidas que podem gerar até 80% de sucesso na escolha do sexo do bebê. É importante, que os casais saibam que o método não é infalível.

Antes, precisamos entender como é o comportamento dos espermatozóides:

Os espermatozóides que carregam o cromossomo Y são os masculinos. Possuem a cabeça menor, são mais rápidos, porém, menos resistentes. Já os espermatozóides com cromossomos X são os femininos. Possuem a cabeça maior, são mais lentos e mais resistentes que os masculinos.

O primeiro a fazer é determinar o dia exato da ovulação. Isso pode ser feito com mais segurança através de ultra-som transvaginal seqüencial (do 11º ao 14º dia do ciclo) ou através de um exame que mede o pico de LH na urina da mulher, indicando que a ovulação ocorrerá nas próximas 36 horas. O teste é vendido em farmácias.


Para ter menina

- Uma vez determinado o dia fértil, deve-se manter relações sexuais até dois dias antes da ovulação e não ter relações, até três dias após a mesma.

- A mulher deve ter o orgasmo depois do homem, caso contrário, as contrações e o muco mais eliminados auxiliam na locomoção dos espermatozóides, favorecendo os masculinos que são mais rápidos.

- A mulher deve comer mais durante seu período fértil, incluindo vinagre e pimenta nas comidas para aumentar a acidez, pois os espermatozóides femininos a suportam melhor que os masculinos.

- Duas horas antes da relação sexual, a mulher deve fazer uma ducha vaginal com água e
vinagre branco, para ajudar a aumentar a acidez do local.


Para ter menino

- O casal deve manter relações sexuais no dia exato da ovulação.

- O orgasmo deve ser simultâneo (se possível) ou a mulher sentir o orgasmo pouco antes do homem, fazendo com que as contrações e o muco liberado auxiliem os espermatozóides em sua locomoção.

- A mulher deve comer pouco e evitar alimentos ácidos e apimentados, para não aumentar a acidez da vagina.

- Duas horas antes da relação sexual, a mulher deve fazer uma ducha vaginal com água e bicarbonato de sódio, deixando-a mais alcalina, facilitando a locomoção dos espermatozóides com cromossomos Y.

Boa sorte!



Fontes:
Ultra-som 3d
Universo do Bebê





______

E mais...

Escolha o nome do seu bebê!

Gêmeos


Parto de gêmeos e múltiplos

A gestação de dois ou mais bebês é considerado uma gestação de risco, pois predispõe de várias inseguranças à mamãe e aos bebês. Os riscos para a mamãe são as maiores incidências de aumento do líquido amniótico, diabetes gestacional, pressão alta e complicações no parto.

Já com os bebês existe uma maior chance de abortos espontâneos, de baixo peso ao nascer e aumento da mortalidade devido ao parto prematuro e ao atraso do crescimento intra-uterino, que normalmente ocorre nos casos de gestação de gêmeos ou múltiplos.
O parto prematuro acontece por causa do rápido crescimento uterino que leva à hiperdistensão das fibras musculares uterinas desencadeando o trabalho de parto prematuro.

Só para se ter uma noção, a probabilidade de um nascimento prematuro antes de 38 semanas completas é grande. Cerca de 70% dos nascimentos de gêmeos acontece por volta da 36ª semana. Em 55,5% das gestações de gemelares os bebês nascem antes de 36 semanas. Os trigêmeos ou mais nascem antes da hora em quase 100% dos casos.
A prematuridade extrema (nascimento antes da 31ª semana) ocorre em 20,1% das gestações triplas e em 60% das quádruplas.
No entanto, o parto de gêmeos ou mais é cada dia mais seguro. As maternidades estão se adaptando para receber essas mamães e bebês, especializando sua equipe e modernizando as Unidades de Terapias Intensivas (UTI) Neonatais.
As mamães devem prestar atenção na hora de escolher a maternidade em que realizará o parto. Esta tem que ter uma UTI Neonatal no caso em que os bebês precisem de maior atenção.

Por ser uma gravidez considerada de risco, o parto deve ser realizado em hospital na sala cirúrgica com uma equipe maior já que cada bebê precisará de um pediatra neonatologista e exige também a presença de mais de um obstetra.

Cesariana - O tipo de parto indicado para as gestações de dois ou mais bebês é a cesárea por causa dos ricos existentes. No caso de gestação de gemelares, o parto normal é possível dependendo da posição em que se encontram os bebês.

A melhor posição dos bebês seria que estivessem de cabeça para baixo, mas isso nem sempre ocorre. Normalmente, o primeiro bebê está na posição ideal e o segundo não, mas ainda é possível o parto normal já que existem manobras a serem realizadas para facilitar o nascimento do segundo bebê que nasce cerca de 8 a 10 minutos depois do primeiro.

Às vezes, as contrações do útero após a expulsão do primeiro bebê são insuficientes para expulsar o segundo. Por isso, o nascimento do segundo bebê pode ter mais complicações durante o parto e um maior risco de lesões ou morte.

O médico pode realizar o parto normal do primeiro bebê e uma cesariana para o nascimento do segundo por motivos de segurança. Quando nenhum dos bebês está com a cabeça para baixo, a cesárea é o procedimento indicado.

Em se tratando de parto de trigêmeos, quadrigêmeos ou mais – propenso a ter maiores riscos de complicações -, o mais indicado será sempre a cesariana, que oferece maior segurança aos bebês e à mamãe.

Fonte:
Guia do Bebê

25 de junho de 2008

Machado de Assis - Sites sobre o autor





Contos Machado de Assis - Excelente site, com vários contos machadianos na íntegra.

Literatura Basileira por Sérius Gonzaga - Resumo Realismo/Naturalismo no Brasil.

encantamento




encantamento

num belo dia ela vislumbrou
por trás daquela carcaça de pedra fria
a doçura e a magia do imprevisível amor


07.05.2008

...tarde campo-grandense



...tarde campo-grandense

Um bem-te-vi
declama poesias
às flores de laranjeiras...


18.05.2008

Calada da Noite




Calada da Noite

ouvia Silêncio falar uma língua estranha
cantigas de amor
compreensíveis somente às Saudades Líricas


26.05.2008

Árvores do Alentejo

Horas mortas… Curvada aos pés do monte
A planície é um brasido… e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a bênção duma fonte!

E quando, manhã alta, o sol posponte
A ouro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
- Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota d´água!

Florbela Espanca
A mensageira das violetas

Errante

Meu coração da cor dos rubros vinhos
Rasga a mortalha do meu peito brando
E vai fugindo, e tonto vai andando
A perder-se nas brumas dos caminhos.

Meu coração o místico profeta,
O paladino audaz da desventura,
Que sonha ser um santo e um poeta,
Vai procurar o Paço da Ventura…

Meu coração não chega lá decerto…
Não conhece o caminho nem o trilho,
Nem há memória desse sítio incerto…

Eu tecerei uns sonhos irreais…
Como essa mãe que viu partir o filho,
Como esse filho que não voltou mais!

Florbela Espanca
Trocando olhares

Vão Orgulho

Neste mundo vaidoso o amor é nada,
É um orgulho a mais, outra vaidade,
A coroa de loiros desfolhada
Com que se espera a Imortalidade.

Ser Beatriz! Natércia! Irrealidade
Mentira … Engano de alma desvairada…
Onde está desses braços a verdade,
Essa fogueira em cinzas apagada?

Mentira! Não te quis … não me quiseste,
Eflúvlos subtis dum bem celeste?
Gestos …. palavras sem nenhum condão.

Mentira! Não fui tua … não! Somente
Quis ser mais do que sou, mais do que gente,
No alto orgulho de o ter sido em vão!

Florbela Espanca
Reliquiae

Só!

Vejo-me triste, abandonada e só
Bem como um cão sem dono e que o procura,
Mais pobre e desprezada do que Job
A caminhar na via da amargura!

Judeu Errante que a ninguém faz dó!
Minh’alma triste, dolorida e escura,
Minh’alma sem amor é cinza e pó,
Vaga roubada ao Mar da Desventura!

Que tragédia tão funda no meu peito!
Quanta ilusão morrendo que esvoaça!
Quanto sonho a nascer e já desfeito!

Deus! Como é triste a hora quando morre…
O instante que foge, voa, e passa…
Fiozinho de água triste…a vida corre…

Florbela Espanca
Livro de Sóror Saudade

Escreve-Me…

Escreve-me! Ainda que seja só
Uma palavra, uma palavra apenas,
Suave como o teu nome e casta
Como um perfume casto d’açucenas!

Escreve-me! Há tanto, há tanto tempo
Que te não vejo, amor! Meu coração
Morreu já, e no mundo aos pobres mortos
Ninguém nega uma frase d’oração!

“Amo-te!” Cinco letras pequeninas,
Folhas leves e tenras de boninas,
Um poema d’amor e felicidade!

Não queres mandar-me esta palavra apenas?
Olha, manda então… brandas… serenas…
Cinco pétalas roxas de saudade…

Florbela Espanca
O Livro D’Ele

A Minha Dor

A minha Dor é um convento ideal
Cheio de claustros, sombras, arcarias,
Aonde a pedra em convulsões sombrias
Tem linhas dum requinte escultural.

Os sinos têm dobres de agonias
Ao gemer, comovidos, o seu mal…
E todos têm sons de funeral
Ao bater horas, no correr dos dias…

A minha Dor é um convento. Há lírios
Dum roxo macerado de martírios,
Tão belos como nunca os viu alguém!

Nesse triste convento aonde eu moro,
Noites e dias rezo e grito e choro,
E ninguém ouve… ninguém vê… ninguém…

Florbela Espanca
O Livro das Mágoas

Alma Perdida

Toda esta noite o rouxinol chorou,
Gemeu, rezou, gritou perdidamente!
Alma de rouxinol, alma da gente,
Tu és, talvez, alguém que se finou!

Tu és, talvez, um sonho que passou,
Que se fundiu na Dor, suavemente
Talvez sejas a alma, a alma doente
D’alguém que quis amar e nunca amou!

Toda a noite choraste… e eu chorei
Talvez porque, ao ouvir-te, adivinhei
Que ninguém é mais triste do que nós!

Contaste tanta coisa à noite calma,
Que eu pensei que tu eras a minh’alma
Que chorasse perdida em tua voz!

Florbela Espanca
Livro de Mágoas

Dize-me…

Dize-me, amor, como te sou querida,
Conta-me a glória do teu sonho eleito,
Aninha-me a sorrir junto ao teu peito,
Arranca-me dos pântanos da vida.

Embriagada numa estranha lida,
Trago nas mãos o coração desfeito,
Mostra-me a luz, ensina-me o preceito
Que me salve e levante redimida!

Nesta negra cisterna em que me afundo,
Sem quimeras, sem crenças, sem turnura,
Agonia sem fé dum moribundo,

Grito o teu nome numa sede estranha,
Como se fosse, amor, toda a frescura
Das cristalinas águas da montanha!

Florbela Espanca
A mensageira das violetas

Falo de ti

Falo de ti às pedras das estradas,
E ao sol que e louro como o teu olhar,
Falo ao rio, que desdobra a faiscar,
Vestidos de princesas e de fadas;

Falo às gaivotas de asas desdobradas,
Lembrando lenços brancos a acenar,
E aos mastros que apunhalam o luar
Na solidão das noites consteladas;

Digo os anseios, os sonhos, os desejos
Donde a tua alma, tonta de vitória,
Levanta ao céu a torre dos meus beijos!

E os meus gritos de amor, cruzando o espaço,
Sobre os brocados fúlgidos da glória,
São astros que me tombam do regaço!

Florbela Espanca
A mensageira das violetas

Os meus versos

Rasga esses versos que eu te fiz, amor!
Deita-os ao nada, ao pó, ao esquecimento,
Que a cinza os cubra, que os arraste o vento,
Que a tempestade os leve aonde for!

Rasga-os na mente, se os souberes de cor,
Que volte ao nada o nada de um momento!
Julguei-me grande pelo sentimento,
E pelo orgulho ainda sou maior!…

Tanto verso já disse o que eu sonhei!
Tantos penaram já o que eu penei!
Asas que passam, todo o mundo as sente…

Rasgas os meus versos… Pobre endoidecida!
Como se um grande amor cá nesta vida
Não fosse o mesmo amor de toda a gente!…

Florbela Espanca
A mensageira das violetas

Florbela Espanca - Sites sobre a autora




Bom dia, amigos

Além do site "Florbela Espanca", já citado neste blog como sugestão de uma boa leitura, temos muitos outros disponíveis no meio virtual para leitura e deleite. Textos estes que vão desde artigos acadêmicos à citações de poemas e imagens...

Ser Poeta: imagens da metapoesia em Florbela Espanca - Trabalho apresentado no VI CELERJ, na Faculdade de Formação de Professores, no mês de junho de 2005, por André Luiz Alves Caldas Amóra (PUC-Rio).

Jornal de Poesia - Biografia, poesias e fortuna crítica.

Página da Beatrix - Biografia (excelente), obras, Livro de Mágoas (em .pdf), textos, bibliografia sobre a autora, links.

Domínio Público - Site para alunos e professores com livros (na íntegra) para baixar (em formato .pdf): A Mensageira das Violetas, Charneca em Flor, Livro de Sóror Saudade, Livro de Mágoas, O Livro D'Ele, Poemas Selecionados e Reliquuiae.

Vidas Lusófonas - Biografia, crítica e análise literária da poesia de Florbela Espanca (Excelente!)

Panteísmo

Tarde de brasa a arder, sol de verão
Cingindo, voluptuoso, o horizonte…
Sinto-me luz e cor, ritmo e clarão
Dum verso triunfal de Anacreonte!

Vejo-me asa no ar, erva no chão,
Oiço-me gota de água a rir, na fonte,
E a curva altiva e dura do Marão
É o meu corpo transformado em monte!

E de bruços na terra penso e cismo
Que, neste meu ardente panteísmo
Nos meus sentidos postos e absortos

Nas coisas luminosas deste mundo,
A minha alma é o túmulo profundo
Onde dormem, sorrindo, os deuses mortos!

Florbela Espanca
Charneca Em Flor

O Meu Impossível

Minh’alma ardente é uma fogueira acesa,
É um brasido enorme a crepitar!
Ânsia de procurar sem encontrar
A chama onde queimar uma incerteza!

Tudo é vago e incompleto! E o que mais pesa
É nada ser perfeito.É deslumbrar
A noite tormentosa até cegar,
E tudo ser em vão! Deus, que tristeza!…

Aos meus irmãos na dor já disse tudo
E não me compreenderam!…Vão e mudo
Foi tudo o que entendi e o que pressinto…

Mas se eu pudesse a mágoa que em mim chora
Contar, não a chorava como agora,
Irmãos, não a sentia como a sinto!…

Florbela Espanca
Reliquiae

Florbela Espanca - Estudos

Soneto

Por soneto entende-se uma forma de expressão literária, inventada no século XIII e sempre ligada à música, que se define pela sua fixidez. De facto, é a composição mais rígida da literatura contemporânea: compõe-se de 14 versos, geralmente decassilábicos, agrupados em duas quadras e dois tercetos (segundo a tradição italiana) ou em três tercetos e um dístico (segundo a tradição inglesa).

Seguindo fielmente o modelo italiano, o soneto foi introduzido em Portugal por Sá de Miranda, embora se tenha tornado célebre pela pena de Camões e, mais tarde, em finais do século XVIII, pela de Bocage. Em 1860, Antero de Quental reafirma a importância do soneto, divulgando-o entre a Geração de 70. Já os parnasianos modernizam o soneto, através da «chave-de-ouro», sendo este recriado no final do século XIX, no período decadentista, por poetas como Camilo Pessanha, António Nobre ou Florbela Espanca. Passado o modernismo, também os escritores contemporâneos, como Fernando Pessoa, José Régio, Jorge de Sena e David Mourão-Ferreira, se renderam à forma do soneto, generalizado-a a várias correntes literárias, por vezes, com transgressões ou alterações, mas sempre como uma obra especial.

Uma obra especial

A razão de chamar ao soneto «uma obra especial» deve-se ao facto de que, nele, o poeta consegue uma admirável variedade (Álvaro Manuel Machado, «Dicionário de Literatura Portuguesa»). Além disso, dada a sua estrutura fixa, o soneto exige, frequentemente, um exercício de engenho por parte do escritor, dando, por vezes, origem a outras formas literárias tradicionais, como o vilancete.

Por outro lado, a estrutura do soneto permite escrever num modelo de tese e antítese, seguidas de uma conclusão, expressa no último terceto ou no último verso desse terceto, a chamada «chave-de-ouro».

Mais a mais, o soneto obriga a uma determinada concentração emocional, dada a sua forma breve, o que justifica a sua escolha por poetas como Nobre ou Florbela Espanca. Para Agustina Bessa Luís, a força emotiva do soneto está na suspensão que prolonga o sentimento (…) a composição perfeita do sentimento (Agustina Bessa Luís, «A Vida e a Obra de Florbela Espanca»).

O Amor

Para Florbela, amar é um gesto mágico: é uma experiência única, é a força motriz da sua alma, e por isso quer amar, amar perdidamente. É através de sucessivos enamoramentos que Florbela chega à inspiração, compensando com o amor a progressiva deterioração intelectual que a atinge nos últimos anos de vida. A sua obra mostra toda uma ampla gama de estados emocionais ligados ao amor, desde a exaltação dos sentidos (entrega por inteiro), até ao desejo de sacrifícios, oscilando entre momentos de plenitude e de grande fragilidade emocional, decorrentes de relações amorosas frustradas ou que não a preencheram. Aliás, não consegue encontrar satisfação no amor, daí que, de momentos de ternura, Florbela tenda repentinamente para outros de desencontro e sofrimento. Em Florbela, o amor é sempre um amor perdido, mesmo antes de ser encontrado; acarreta sucessivas desilusões, que ela procura compensar com um novo amor, que lhe traz novas desilusões. É um amor impossível, que só mostra mentiras e lhe traz desilusões, como mostra o soneto «Princesa Desalento».

Por vezes, o amor cruza-se com a temática da morte, de modo quase obsessivo, sobretudo em poemas de «Trocando Olhares», como «Cemitérios» ou «Noite Trágica».

Por outro lado, encontramos em Florbela o aparecimento de um forte sentimento religioso, evidente em «A Voz de Deus», que, em poemas como «Idílio» parece consagrar a relação amorosa, como se houvesse uma empatia, uma aprovação divina em relação a esse amor. O amor passa, então, a revestir-se de uma certa aura de religiosidade.

A evasão e o sonho

Dada a singularidade do seu temperamento, aliada à rejeição que isso motivava da parte da sociedade, e, sobretudo, em virtude das relações amorosas que nunca a satisfazem e lhe trazem sucessivas desilusões, surge em Florbela uma pretensão evasiva. Aparece, nos seus versos, a ideia de fuga, manifestada, principalmente, em «Trocando Olhares», e que tanto se poderá ligar à sua ambição de infinito, como ao desejo de morrer que a levará ao suicídio. Essa pretensão torna-se particularmente evidente, se atendermos à temática do sonho a que Florbela repetidamente regressa: ao sonho de um lugar sem mágoas, nem solidão, onde as desilusões não a possam atingir. É ela a «Maria das Quimeras», que acorda sempre dos seus sonhos de amor, mas espera, ainda assim, que essas quimeras impossíveis se renovem.

Portugal

Portugal, as suas terras e gentes, são um tema recorrente na obra de Florbela, cuja maneira, deslumbrada, de ver o país lembra muito a de António Nobre. De facto, para Florbela, Portugal é, sobretudo, um sentimento, uma forma especial de sentir a alma portuguesa: é a saudade. Por conseguinte, é muitas vezes referido como uma forma de estar na vida, traduzida pelos mitos e pela cultura portuguesa. Esta é, além do mais, uma forma de Florbela aproximar a sua poética ao saudosismo que marcava o pensamento da sua época, reforçando o cunho lusitanista e até a carga patriótica.

O sentimento da saudade, também à imagem de Nobre, é concretizado nas paisagens tipicamente portuguesas, sempre que Portugal é referido não como sentimento, mas como país. Exemplos desta faceta de Florbela são as quadras «No Minho», em que se vê como Florbela gosta de divagar pelo pitoresco dos lugares tradicionais, e os sonetos «Tardes da Minha Terra» e «Paisagem».

Carga patriótica

Nos poemas escolhidos por Florbela para integrar o livro «Alma de Portugal», de cuja publicação desistiu, irrompe claramente um fervor patriótico, que demonstra o enorme enlevo de Florbela pela pátria, pelo menos nesta altura, em que a pátria é, no fundo, uma sociedade ameaçada pela ruptura.

Em sonetos como «Meu Portugal», Florbela cria alguns estereótipos em relação à pátria lusitana, aos quais não falta a influência ou a aura providencial, presente em «Oração». Num desses poemas mais veementes, Florbela chega a invocar os nomes de duas figuras históricas de reconhecida importância, quase dois heróis nacionais: Camões e Nun’Álvares.


** Fonte: Este arquivo foi retirado do site: Florbela Espanca em 25 de junho de 2008.

23 de junho de 2008

Noivado Estranho

O luar branco, um riso de Jesus,
Inunda a minha rua toda inteira,
E a Noite é uma flor de laranjeira
A sacudir as pétalas de luz…

A luar é uma lenda de balada
Das que avozinhas contam à lareira,
E a Noite é uma flor de laranjeira
Que jaz na minha rua desfolhada…

O Luar vem cansado, vem de longe,
Vem casar-se co´a Terra, a feiticeira
Que enlouqueceu d´amor o pobre monge…

O luar empalidece de cansado…
E a noite é uma flor de laranjeira
A perfumar o místico noivado!…


Florbela Espanca
Trocando olhares

POR QUE ME OLHAS ASSIM?



Teu olhar
me pergunta coisas
que não sei responder...

José de Castro


* Veja mais obras deste autor em Recanto das Letras.

(multi)face (des)forme




(multi)face (des)forme

no reflexo vejo
esculpida
a arte do seu desprezo


17.06.2008




* Inspirado em “Multiplicidade” de José de Castro

arrebol de saudade




nuvem penteia
pedaços de sol
mareados
meus pensamentos tem seu cheiro
em meus olhos o mel do seu jeito
rubra é a saudade
papoula
agridoce de prazer


20.06.2008


*
escrevi esse versinho de arrebol
pois minha saudade de você
me consome de desejos
seja na aurora do dia
seja no poente do sol...

Diana Pilatti

22 de junho de 2008

VI. (Manoel de Barros)

Há quem receite a palavra ao ponto de osso, de oco;
ao ponto de ninguém e de nuvem.
Sou mais a palavra com febre, decaída, fodida, na sarjeta.
Sou mais a palavra ao ponto de entulho.
Amo arrastar algumas no caco de vidro, enverga-las pro chão, corrompê-las
até que padeçam de mim e me sujem de branco.
Sonho exercer com elas o ofício de criado:
usá-las como quem usa rabiscos.


Manoel de Barros – Arranjos para assobio.

IV. (Manoel de Barros)

                              (A um Pierrô de Picasso)

Pierrô é desfigura errante,
andarejo de arrebol.
Vivendo do que desiste,
Se expressa melhor em inseto.

Pierrô tem um rosto de água
que se aclara com a máscara.
Sua descor aparece
Como um rosto de vidro na água.

Pierrô tem sua vareja íntima:
é viciado em raiz de parede.
Sua postura tem anos
de amorfo e deserto.

Pierrô tem o seu lado esquerdo
atrelado aos escombros.
E o outro lado aos escombros.
..................................................
Solidão tem um rosto de antro.



Manoel de Barros – Arranjos para assobio.

Dicar HTML - Inserção de imagens


Alguns códigos para iserir imagens na postagem:

Para inserir uma imagem diretamente do site de origem:








Para redimensionar a imagem:







"200" é igual a "200px" e neste caso é somente um exemplo


Para inserir uma imagem com link, coloque:







target="_blank" = abre a página em uma nova janela.


Para inserir uma imagem com link e tarja, coloque:


Diana Pilatti ~ Os velhos causos me deixam grávida de idéias... Sinto uma palavra florescer em mim...



Dicas HTLM - Selos para blog



Para aplicar esse código, você precisará primeiro ter o selo (imagem) postada em algum site (ou no seu próprio blog) para depois criar o selo com a url do seu blog, veja:


Diana Pilatti no seu blog

Diana Pilatti ~ Os velhos causos me deixam grávida de idéias... Sinto uma palavra florescer em mim...



Este é o código:




Dicas HTML - Adicione aos Favoritos


Este código permite ao visitante adicionar seu blog aos favoritos.





Fica assim:

Adicione "Outros Versos" aos seus favoritos


Dicas HTML - Miniplay

Adiciona um miniplay a seu blog.






Fica assim:

Ouça:
Evanescence - My Immortal

Dicas HTML - Buscador

Inclui um buscador dentro do próprio blog.






Fica assim:

Procurando algo especial...

Dicas HTML - Tradutor

Traduz seu blog para diversas línguas: Inglês, Francês, Alemão, Italiano, Russo, Espanhol.





Fica assim:



Dicas HTML - Marquee ou Letreiro digital

O marquee é um tipo de letreiro digital, que poderá ser usado tanto para textos em movimento, como para imagens e links.



Configurações:

Em
scrollamount="1"

você configura a velocidade da rolagem do seu texto.

Para escolher a direção do movimento do seu texto
direction="up" - texto move-se para cima
direction="down" - texto move-se para baixo
direction="left" - texto move-se para deireita
direction="right" - texto move-se para esquerda


Altura e largura da caixa
HEIGHT: 400px - altura da marquee.
WIDTH: 210px - largura da marquee.


Nos campos
BORDER-RIGHT: #f2984c 1px solid;
BORDER-TOP: #f2984c 1px solid;
BORDER-LEFT: #f2984c 1px solid;
BORDER-BOTTOM: #f2984c 1px solid;

Você edita cor "#f2984c", largura "1px" e formato "solid" da borda
Clique para ver mais cores em linguagem html

Tipos de bordas:
dotted: borda pontilhada
dashed: borda tracejada
solid: borda contínua
double: borda dupla
groove: borda entalhada
ridge: borda em ressalto
inset: borda em baixo relevo
outset: borda em alto relevo



Fica assim:




“E agora o que fazer com essa manhã desabrochada a pássaros?”

Manoel de Barros




Dicas HTML - Caixa de texto

A caixa de texto com barra de rolagem é uma alternativa bem prática se você deseja postar um texto grande e quer economizar espaço. Este código tem a opção "selecionar ao colocor o cursos sobre o texto" ativada






Nos campos
rows"10"
cols"35"

você altera o tamanho de altura e largura respectivamente.

Fica assim:


Dicas HTML – A Justificativa

Olá amigos,

Sempre que necessito adicionar ou editar algum “efeito” novo no meu blog, passo pelo desgaste de ficar horas e horas navegando na net e testando códigos HTML inválidos. Cansada, decidi criar uma categoria com “Dicas HTML”, não só para meu auxílio, mas para todos meus amigos blogueiros que sofrem com esse mesmo problema.

Beijos,

Diana Pilatti

18 de junho de 2008

Florbela Espanca




Biografia e poesias da escritora portuguesa que encantou o Modernismo:
Florbela Espanca


A um livro

No silêncio de cinzas do meu Ser
Agita-se uma sombra de cipreste,
É uma sombra triste que ando a ler,
No livro cheio de mágoa que me deste!

Estranho livro aquele igual a mim!
Cheira a mortos a rir e a cantar…
É dum branco sinistro de jasmim.
Que só me dá vontade de chorar!

Parece que folheio toda a minh´alma!
O livro que me deste, em mim salma
As orações que choro e rio e canto!

Poeta igual a mim, ai quem me dera
Dizer que tu dizes! Quem soubera
Velar a minha Dor desse teu manto!

Florbela Espanca - Trocando olhares


* Como o mesmo título, este soneto alcança sua versão definitiva no Livro de Mágoas.

16 de junho de 2008



Quem me dera encontrar o verso puro, O verso altivo e forte, estranho e duro, Que dissesse a chorar isto que sinto!


Florbela Espanca

15 de junho de 2008




Quando você começa a estudar a palavra, a sintaxe, você esbarra é na filosofia.


Adélia Prado, Folha de São Paulo.



Compreender não consiste em elencar dados. Mas em ver o nexo entre eles e em detectar a estrutura invisível que os suporta. Esta não aparece. Recolhe-se num nível mais profundo. Revela-se através dos fatos. Descer até aí através dos dados e subir novamente para compreender os dados: eis o processo de todo o verdadeiro conhecimento. Em ciência e também em teologia.


Leonardo Boff em Os sacramentos da vida e a vida dos sacramentos.

O FINGIDOR

O ermo que tinha dentro do olho do menino era um defeito de nascença, como ter uma perna mais curta.
Por motivo dessa perna mais curta a infância do menino mancava.
Ele nunca realizava nada.
Fazia tudo de conta.
Fingia que lata era um navio e viajava de lata.
Fingia que vento era cavalo e corria ventena.
Quando chegou a quadra de fugir de casa, o menino montava num lagarto e ia pro mato.
Mas logo o lagarto virava pedra.
Acho que o ermo que o menino herdara atrapalhava as suas viagens.
O menino só atingia o que seu pai chamava de ilusão.



* Manoel de Barros em Ensaios Fotográficos.

O AFERIDOR

Tenho um Aferidor de Encantamentos.
A uma açucena encostada no rosto de uma criança
O meu Aferidor deu nota dez.
Ao nomezinho de Deus no bico de um sabiá
O Aferidor deu nota dez.
A uma fuga de Bach que vi nos olhos de uma criatura
O Aferidor deu nota vinte.
Mas a um homem sozinho no fim de uma estrada sentado nas pedras de suas próprias ruínas
O meu Aferidor deu DESENCANTO.
(O mundo é sortido, Senhor, como dizia meu pai.)


* Manoel de Barros em Ensaios Fotográficos.