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1 de dezembro de 2008

ANOITECER


ANOITECER


Anoiteceu de novo.
O dia grafou seus últimos traços
no espaço do meu pensamento,
e eu queria tanto...
Tropecei na orla do dia,
caí cega entre as trevas da noite,
nem vi o sol com seus raios multicores
acenar aos viajantes, em rotina triunfal.
Forjei sonhos transitórios, para esquecer...
... queria tanto...
Da noite desprenderam-se pétalas amareladas,
dos lábios, promessas pálidas brotaram,
oscilaram, sucumbiram
ante às verdades noturnas, dormiram.
E eu queria tanto!
(perdi na noite o encanto de querer).
Anoiteceu de novo.
O dia grafou seus últimos traços
no espaço do meu pensamento,
e eu queria tanto...
Tropecei na orla do dia,
caí cega entre as traves da noite,
nem vi o sol com seus raios multicores
acenar aos viajores, em rotina triunfal.
Forjei sonhos transitórios, para esquecer...
... que queria tanto...
Da noite desprenderam-se pétalas amareladas,
dos lábios, promessas pálidas brotaram,
oscilaram, sucumbiram
ante às verdades noturnas, dormiram.
E eu queria tanto!
(perdi na noite o encanto de querer).


Lucilene Machado
Revista da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras – n°13 – outubro de 2008

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