RSS

1 de dezembro de 2008

Frases e Pensamentos - Chaplin




* Imagem: vidacomoteatro

ANOITECER


ANOITECER


Anoiteceu de novo.
O dia grafou seus últimos traços
no espaço do meu pensamento,
e eu queria tanto...
Tropecei na orla do dia,
caí cega entre as trevas da noite,
nem vi o sol com seus raios multicores
acenar aos viajantes, em rotina triunfal.
Forjei sonhos transitórios, para esquecer...
... queria tanto...
Da noite desprenderam-se pétalas amareladas,
dos lábios, promessas pálidas brotaram,
oscilaram, sucumbiram
ante às verdades noturnas, dormiram.
E eu queria tanto!
(perdi na noite o encanto de querer).
Anoiteceu de novo.
O dia grafou seus últimos traços
no espaço do meu pensamento,
e eu queria tanto...
Tropecei na orla do dia,
caí cega entre as traves da noite,
nem vi o sol com seus raios multicores
acenar aos viajores, em rotina triunfal.
Forjei sonhos transitórios, para esquecer...
... que queria tanto...
Da noite desprenderam-se pétalas amareladas,
dos lábios, promessas pálidas brotaram,
oscilaram, sucumbiram
ante às verdades noturnas, dormiram.
E eu queria tanto!
(perdi na noite o encanto de querer).


Lucilene Machado
Revista da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras – n°13 – outubro de 2008

DESCOBERTA


DESCOBERTA


Pensei ser poeta
ao tentar definir
o que supunha saber.
Desenhei
com palavras coloridas
a metafísica da vida
que presumi conhecer.
Principiei pelas asas da alvorada,
discorri pelo romper da madrugada,
logo percebi:
eu não sabia nada!
A natureza me calou no revoar da passarada,
poetisa, declamou versos
de todos os poetas
que ele perversa
no santuário universal.


Lucilene Machado
Revista da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras – n°13 – outubro de 2008

DESTINO

DESTINO

Ouvi as horas da noite
marchando
em solenes tic-tac,
vi os instantes esvaindo-se
sob o céu azul de estrelas,
nada fiz,
nada tinha a fazer.
Padeci triste sensação
soturna,
destino decadente
urgindo na destreza
dos segundos.
Deixo cair uma lágrima
de saudade,
uma noite a menos
na memória da eternidade.



Lucilene Machado
Revista da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras – n°13 – outubro de 2008

EIS QUE...


EIS QUE...


Sou a que vive trêmula e sussurrante
Sou o patético em busca da essência
Sou mais o que não se vê e o que não se vive
Mas aspira
Sou e não sou
(engraçado como me estranho)
mas sou mesmo aquela que
redemoinha... redemoinha...


Lélia Rita
Revista da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras – n°13 – outubro de 2008