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3 de dezembro de 2008

Orquestra Revoada Pantaneira - Entrevista Jornal Hoje




Orquestra mistura música erudita e moda de viola

Os músicos procuram misturar ritmos, fundir estilos e transitar por instrumentos inusitados.

Cláudia Gaigher


Uma música caipira que parece música clássica é a produção de funcionários públicos, piloto, marceneiro, músicos, professores e advogados unidos na vontade de reproduzir os acordes da natureza.

O percussionista Maurício Dias busca em pios e materiais inusitados os sons da roça. “Eu uso até um coco da Bahia. A gente vai pesquisando e põe os efeito na música”, explica.

Até quem nunca morou no campo quando ouve uma música de raiz tem a sensação de voltar ao passado e experimentar o estilo de vida simples do povo da roça. Há muito tempo, a música caipira atravessou as porteiras e conquistou as cidades.

Um grupo que se conheceu numa aula de música resolveu montar uma orquestra diferente: eles fizeram acordes clássicos para canções que fazem parte da história musical brasileira. Viola e violino contam juntos um caso de amor embalando canções conhecidas nos recantos do país.

A regra é experimentar sem medo. Lucas Faustino é piloto e toca violino há oito anos. “Todo mundo acostumou com o violino numa orquestra clássica, tocando música clássica, mas ele pode também compor uma orquestra como essa, de moda de viola, música caipira, do lado de um chimarrão”, defende.

Os próprios músicos se surpreenderam com o efeito dessa mistura. “O primeiro som não entrou pelo ouvido, ele entrou no peito! Chegou a mexer com o coração”, lembra o advogado Jardel Remonato.

Para os espectadores, a ordem é ouvir e se permitir viajar no ritmo da vida caipira, sem estresse e seguindo o compasso da natureza.

* Fonte: Jornal Hoje