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21 de março de 2009

Grande Angular

É chamado assim o tipo de lente que possui distância focal menor do que a distância focal correspondente à uma lente normal. Em vídeo, como o tamanho dos CCD.s, quando comparados aos negativos de 35 m.m. utilizados em fotografia é consideravelmente menor, o mesmo ocorre com os valores de distância focal. Assim, uma lente grande angular pode ter por exemplo 5 m.m. (ao invés de 25 m.m. para a câmera fotográfica citada) de distância focal.

Quando o operador da câmera se aproxima das pessoas/objetos enquadrados, a perspectiva da imagem se altera. Isto ocorre também com o olho humano: uma pessoa em pé, situada a alguns metros à frente de uma casa, terá tamanho na imagem menor do que a casa situada atrás dela. Ao nos aproximarmos, no entanto, desta pessoa, tanto a pessoa como a casa aumentarão de tamanho. Porém, deste novo ponto de vista, a pessoa passa a aparentar ser maior do que a casa, como se a casa tivesse diminuído de tamanho. A distância entre a pessoa e a casa parecerá ter aumentado: se esta caminha alguns passos para trás ou para frente as proporções entre pessoa/casa alteram-se drasticamente.

Assim, sempre que o ser humano observa a olho nu imagens de pessoas/objetos próximas, estes parecem estar 'descomprimidos' na mesma. Pessoas e objetos ao fundo parecem estar mais distantes de outras/outros em primeiro plano do que realmente estão: a casa, no exemplo, parece estar mais distante da pessoa do que se observarmos casa/pessoa de longe. E pessoas e objetos ao fundo parecem menores em relação a pessoas e objetos em primeiro plano do que quando observamos estas pessoas/objetos de longe: a casa parece menor do que a pessoa do que quando observamos casa/pessoa de longe. A profundidade aparente de campo aumenta quando observamos as pessoas / objetos de perto.

Como a lente grande angular mostra as imagens vistas a partir de um ponto bem próximo do operador (sem alterar suas perspectivas), poderia-se dizer que ela é 'especializada' em mostrar imagens com estas características, imagens de pessoas/objetos que estão perto do mesmo. E como pessoas/objetos que estão próximas sempre tem estas características, pode-se dizer que a imagem mostrada por uma lente grande angular também as possui.

É por isso que diz-se que a imagem formada por uma lente grande angular é 'descomprimida'. Na imagem do close do rosto de uma pessoa captada com uma lente deste tipo, seu nariz ficará com aspecto de 'nariz de elefante', transmitindo a sensação de ser maior do que é na realidade.

O efeito da descompressão pode ser utilizado para aumentar a velocidade aparente dos movimentos captados pela câmera. Um exemplo, utilizado com frequência no cinema, é utilizar este tipo de lente para registrar cenas de ação, brigas e lutas, onde a velocidade aparente de um soco fica maior do que na realidade.

A lente grande angular traz consigo um 'defeito', mais ou menos aparente conforme a qualidade, distância focal e especificações da lente: a curvatura de objetos com traços retos localizados nas bordas da imagem (tronco de coqueiro 'caindo' para o centro).

Fonte: Fazendo Vídeo

Conversores e Adaptadores

Acessórios rosqueados na extremidade da objetiva, no local onde normalmente encaixam-se os filtros. Uma de suas finalidades é tentar contornar a limitação da quase totalidade das câmeras do segmento semi-profissional de não possuir lentes intercambiáveis. Alguns desses acessórios são:

- tele-converter (telephoto converter)
- tele-extender (doubler)
- wide-converter (wide angle adapter)
- close-up (diopter)

O tele-converter é um conversor de aumento para tele-objetiva , aumentando a distância focal da mesma: uma lente com zoom de aumento até 10x pode ser convertida em lente com aumento de até 20x por exemplo, utilizando um conversor com fator 2X (2 multiplicado por 10). É encaixado na parte frontal das lentes. Uma lente zoom de 6-15mm pode ser convertida com um tele-converter desse tipo em 12-30mm. Esta é a função do tele-converter, deslocar as distâncias focais mínima e máxima em direção ao ajuste de teleobjetiva: no exemplo, de 6mm para 12mm (mínima) e de 15mm para 30mm (máxima).

O tele-extender é um extensor de distância focal da objetiva: trabalha basicamente afastando a objetiva do corpo da câmera, para causar o aumento na distância focal. Para isso, é encaixado entre a objetiva e o corpo da câmera (somente para câmeras com lentes removíveis). O uso de tele-extenders acarreta o escurecimento da imagem (geralmente em torno de 1 a 2 f-stops). O nome doubler deriva de um dos tipos comuns de tele-extenders, o 2X, que dobra a potência da lente. Uma lente zoom de 6-15mm pode ser convertida com um tele-extensor desse tipo em uma 12-30mm. O tele-extender tem a mesma função do tele-converter, ou seja, deslocar as distâncias focais mínima e máxima em direção ao ajuste de teleobjetiva: no exemplo, de 6mm para 12mm (mínima) e de 15mm para 30mm (máxima). Ambos (tele-converter e tele-extender) podem ser instalados juntos, ampliando em muito o poder de aumento da objetiva. No exemplo acima, o tele-extender 2X combinado com um tele-converter também 2X transformaria a objetiva em uma 24-60mm.

O wide-converter é um conversor de diminuição para grande angular, encurtando a distância focal da mesma: uma objetiva pode ter sua característica de grande angular dobrada utilizando-se um conversor com fator 0,5X. Uma lente cujo ajuste máximo de grande-angular é de 9mm por exemplo, com um wide-converter do tipo 0.7X transforma-se em 6,3mm (9 multiplicado por 0,7). Wide-converters com fator menor do que 0,5X causam o efeito 'olho-de-peixe' na imagem: o ângulo de visão aumenta bastante (130 graus por exemplo em um wide-converter de 0,3X) e a imagem adquire formato cada vez mais esférico. É encaixado na parte frontal das lentes.

O close-up permite aproximar e focalizar objetos a uma distância menor do que a suportada normalmente pela objetiva da câmera. Uma lente com fator +2 por exemplo aumenta 2x o tamanho da imagem. Estas lentes podem ser sobrepostas, assim utilizando duas lentes de fator +2 juntas o aumento obtido será de 4 vezes. Lentes close-up costumam diminuir a nitidez da imagem e em alguns casos aberrações cromáticas (desvios de cores) podem surgir. É encaixado na parte frontal das lentes.

Existem também acessórios deste tipo que não contém lentes, mas permitem a conexão de lentes com diâmetros diferentes entre a objetiva da câmera e a lente em questão, por possuírem roscas com diferentes tamanhos em um lado e outro, como o step-up ring e o step-down ring.

No entanto, dependendo do tipo de adaptação efetuada, nem sempre os resultados obtidos com o uso de conversores / adaptadores são bons: alguns possíveis problemas são distorções na forma e cores da imagem e escurecimento da mesma.

Fonte: Fazendo Vídeo

Conversores e Adaptadores

Acessórios rosqueados na extremidade da objetiva, no local onde normalmente encaixam-se os filtros. Uma de suas finalidades é tentar contornar a limitação da quase totalidade das câmeras do segmento semi-profissional de não possuir lentes intercambiáveis. Alguns desses acessórios são:

- tele-converter (telephoto converter)
- tele-extender (doubler)
- wide-converter (wide angle adapter)
- close-up (diopter)

O tele-converter é um conversor de aumento para tele-objetiva , aumentando a distância focal da mesma: uma lente com zoom de aumento até 10x pode ser convertida em lente com aumento de até 20x por exemplo, utilizando um conversor com fator 2X (2 multiplicado por 10). É encaixado na parte frontal das lentes. Uma lente zoom de 6-15mm pode ser convertida com um tele-converter desse tipo em 12-30mm. Esta é a função do tele-converter, deslocar as distâncias focais mínima e máxima em direção ao ajuste de teleobjetiva: no exemplo, de 6mm para 12mm (mínima) e de 15mm para 30mm (máxima).

O tele-extender é um extensor de distância focal da objetiva: trabalha basicamente afastando a objetiva do corpo da câmera, para causar o aumento na distância focal. Para isso, é encaixado entre a objetiva e o corpo da câmera (somente para câmeras com lentes removíveis). O uso de tele-extenders acarreta o escurecimento da imagem (geralmente em torno de 1 a 2 f-stops). O nome doubler deriva de um dos tipos comuns de tele-extenders, o 2X, que dobra a potência da lente. Uma lente zoom de 6-15mm pode ser convertida com um tele-extensor desse tipo em uma 12-30mm. O tele-extender tem a mesma função do tele-converter, ou seja, deslocar as distâncias focais mínima e máxima em direção ao ajuste de teleobjetiva: no exemplo, de 6mm para 12mm (mínima) e de 15mm para 30mm (máxima). Ambos (tele-converter e tele-extender) podem ser instalados juntos, ampliando em muito o poder de aumento da objetiva. No exemplo acima, o tele-extender 2X combinado com um tele-converter também 2X transformaria a objetiva em uma 24-60mm.

O wide-converter é um conversor de diminuição para grande angular, encurtando a distância focal da mesma: uma objetiva pode ter sua característica de grande angular dobrada utilizando-se um conversor com fator 0,5X. Uma lente cujo ajuste máximo de grande-angular é de 9mm por exemplo, com um wide-converter do tipo 0.7X transforma-se em 6,3mm (9 multiplicado por 0,7). Wide-converters com fator menor do que 0,5X causam o efeito 'olho-de-peixe' na imagem: o ângulo de visão aumenta bastante (130 graus por exemplo em um wide-converter de 0,3X) e a imagem adquire formato cada vez mais esférico. É encaixado na parte frontal das lentes.

O close-up permite aproximar e focalizar objetos a uma distância menor do que a suportada normalmente pela objetiva da câmera. Uma lente com fator +2 por exemplo aumenta 2x o tamanho da imagem. Estas lentes podem ser sobrepostas, assim utilizando duas lentes de fator +2 juntas o aumento obtido será de 4 vezes. Lentes close-up costumam diminuir a nitidez da imagem e em alguns casos aberrações cromáticas (desvios de cores) podem surgir. É encaixado na parte frontal das lentes.

Existem também acessórios deste tipo que não contém lentes, mas permitem a conexão de lentes com diâmetros diferentes entre a objetiva da câmera e a lente em questão, por possuírem roscas com diferentes tamanhos em um lado e outro, como o step-up ring e o step-down ring.

No entanto, dependendo do tipo de adaptação efetuada, nem sempre os resultados obtidos com o uso de conversores / adaptadores são bons: alguns possíveis problemas são distorções na forma e cores da imagem e escurecimento da mesma.

Fonte: Fazendo Vídeo

Filtro fotográfico


Filtro fotográfico

*Texto retirado na íntegra de Wikipédia


Um filtro fotográfico é um acessório de câmera fotográfica ou de vídeo que possibilita o manejo de cores e/ou a obtenção de efeitos de luz pela sua inserção no caminho ótico da imagem.

Os filtros são de gelatina, plástico, vidro ou cristal, na maioria das vezes montadas em anéis rosqueáveis na objetiva, ou em anéis elásticos para montar no cilindro liso da objetiva. Filtros circulares são mais comuns, mas uma gama de filtros mais ampla, de dezenas de filtros, é disponibilizada em formato quadrado, para serem encaixados em magazines de porta-filtros "universais"[1].

Grande parte das câmeras fotográficas digitais não dispõem de roscas nas suas objetivas. Para estas câmeras, há porta-filtros especiais que são rosqueados na base da câmera.

* Imagem: Filtro ultravioleta, polaróide e FL-D (fluorescente tipo "luz do dia") de 62 mm


Finalidade dos filtros

A finalidade básica dos filtros fotográficos é a de filtrar a luz adequando-a às características do filme ou sensor de imagem.

Algumas poucas situações exigem o emprego do filtro.

· fotografia a altas altitudes (dois mil metros ou mais);

· fotografia à sombra tirada ao meio-dia;

· fotografia à contra-luz com sol baixo;

· presença de reflexos indesejáveis (na superfície da água, de uma vitrine).

A presença de luz mista às vezes é inevitável ou até mesmo necessária. Nesta situação os estúdios fotográficos, ou de cinema e TV fazem uso de filtros de gelatina em folhas para aplicar, não na direção da câmera, mas na direção da fonte de luz, como em janelas e refletores de luz[2].

Para fotógrafos exigentes, o efeito de um filtro varia de conforme a objetiva utilizada, ou de acordo com o modelo da câmera, no caso de câmeras compactas. Além disso, nem sempre o emprego do filtro leva a resultados sensivelmente melhores, sendo necessário tirar uma foto com filtro e outra sem filtro para notar a diferença.

Tanto para fotógrafos profissionais como para amadores exigentes, o filtro fotográfico é considerado útil para proteção do equipamento, evitando danos à lente da objetiva.


Os filtros na fotografia analógica e digital

As câmeras fotográficas digitais de preço mais elevado podem usar todos os filtros utilizados por câmeras analógicas sem o uso de adaptadores especiais. Já as câmeras digitais compactas (mais econômicas) dispõem de algoritmos que simulam filtros de correção e outros filtros como o sépia e o difusor, e não facilitam o uso de filtros reais (óticos).

As câmeras compactas, com raras exceções, não têm rôsca na objetiva para montagem de filtros rosqueáveis, além disso, as objetivas são retráteis, não admitindo a montagem de filtros elásticos.

Como as câmeras analógicas mais populares, que não dispõem de objetivas receptivas a filtros, as câmeras digitais também podem fazer uso de filtros menos comuns, através da montagem de um magazine para filtros roscado na base da câmera.


Usos de filtros em fotografia

Filtros fotográficos podem ser classificados pelos seus usos:

· Transparente e Ultravioleta

· Correção de Cor

· Subtração de Cor

· Aumento de Contraste

· Infravermelho

· Densidade Neutra

· Polarizador

· Efeitos Especiais, de vários tipos, incluindo:

o Gradientes

o Suavização

o Tonalidade Sépia


Transparente e ultravioleta

Filtros de cristal transparente exclusivamente para proteção de lentes são raros. A maioria dos fotógrafos prefere utilizar filtros UVs e Skylights para esta finalidade por agregarem valor à fotografia, mesmo que estes valores sejam imperceptíveis.

Os filtros UV bloqueiam a passagem de luz ultravioleta invisível para evitar que a ela afete o filme ou sensor de imagem que não são insensíveis a este tipo de radiação. O filtro é usado onde a radiação UV está mais presente, ou seja, em regiões equatoriais, a grandes altitutes.

Os filtros UV são preferidos para efeito de proteção da objetiva da câmera por serem mais neutros em relação às cores que os filtros Skylight.

Já os filtros Skylight têm cor levemente rosada, são filtros UV que se usam para neutralizar os efeitos dos raios UV que tendem a estender o tom azulado sobre áreas de sombra à luz do dia plena. Os filtros Skylight costumam combinar funções de filtro UV, filtro de azul e filtro de difusão.


Correção de cor

Os filtros de conversão (um tipo de filtro de correção de cor) foram muito usados para fotografar com luz natural ou com luz artificial sem trocar o filme por outro mais adequado a esta ou aquela condição de luz específica. Filtros de cor azul (série 80 da Kodak wratten[3]) eram usados para converter luz artificial em luz adequada para filmes do tipo Daylight e, vice-versa, filtros de cor âmbar (série 85) eram usados para tornar a luz natural adequada para filmes tipo Tungsten.

Embora seja comum as câmeras digitais compactas terem pre-sets para diversas condições de luz, somente algumas câmeras de filmar traziam filtros de conversão embutidos na própria câmera.

Pequenas diferenças entre temperaturas de cor de lâmpadas photoflood. A e lâmpadas photoflood B (3400 K e 3200 K respectivamente) são possíveis de ser corrigidas em câmeras digitais de preço mais elevado. Já as câmeras compactas podem tirar proveito dos chamados de filtros de compensação. Ao fotografar utilizando lâmpadas photoflood. A com câmera compacta configurada para Tungsten obtém-se melhor balanço de cores utilizando-se um filtro de cor âmbar 81A. Freqüentemente, a utilização de filtro azul 82A ou 82B resulta em fotos com cores mais equilibradas ao fotografar em ambiente iluminado com lâmpadas incandescentes comuns do que com a câmera simplesmente ajustada para Tungsten.

Tradicionalmente fotógrafos profissionais usavam kits de filtros de correção de cor CMY conhecidos como filtro CC, idênticas àquelas que eram usadas em laboratório fotográfico, para neutralizar dominância de cores diferentes daqueles provocada por lâmpadas incandescentes. Esses filtros continuam sendo úteis para filmagens.


Filtros de contraste

Os filtros de contraste diferem dos filtros de densidade por serem coloridos. Têm graduação que vai de 0 a 5. São usados para controlar o contraste relativo dos tons cinza com base na avaliação dos efeitos do filtro colorido sobre cores asemelhadas, diferentes e antagônicas que compõe o quadro. Assim, os filtros podem ser aplicados para aumentar o contraste ou, ao contrário, para suavizar o contraste de tons.

A manipulação dos contrastes de tons é bastante facilitada por editores gráficos em que se pode simular a aplicação de filtros de contraste para obter bons resultados por tentativa e erro.

Em fotografias que incluem a fonte de iluminação geralmente apresentam excesso de contraste que deve (ou só pode) ser corrigida previamente com filtro adequado.


Infravermelho

O filtro infravermelho é aplicado à objetiva da câmera carregada com filme conhecido como infrared para obter imagens em preto-e-branco geradas exclusivamente pela radiação infravermelha.

Câmeras digitais que usam um sensor de imagem no lugar de um filme também se prestam a este tipo de fotografia. Os sensores de imagens da maioria das câmeras digitais de fotografia e de vídeo são sensíveis a radiações infravermelhas (IR) como os filmes infrared, que são sensíveis ao IR sem serem exclusivamente sensíveis a eles.

Em algumas câmeras digitais, a sensibilidade aos raios UV (ultravioleta) e aos IR (infravermelho) é neutralizada por filtros de bloqueio UV/IR, mas outras câmeras como a Finepix IS-1 [4] da Fujifilm admitem o desbloqueio do filtro UVIR, o que as torna sensíveis aos UV e IR. Estas câmeras são próprias para a fotografia infravermelha com a adição dos tradicionais filtros infrared.

A radiação infravermelha, sendo invisível, não tem cor associada a ela. Nos filmes infrared a cores a radiação infravermelha é tornada visível em cores avermelhadas. Algumas câmeras digitais da Sony manipulam a radiação infravermelha e representam a radiação infravermelha em tons esverdeados, como em alguns dispositivos militares monocromáticos de visão noturna.


Densidade neutra (ND)

O filtro de densidade neutra provoca uma redução uniforme da quantidade de luz que incide sobre o filme ou sensor de imagem. Usa-se geralmente para reduzir o valor de exposição (EV) com o propósito de obter combinações de abertura de diafragma e velocidade de obturação mais adequadas para a foto. Por exemplo, para obter um fundo desfocado que dê melhor destaque aos objetos situados no plano em foco.

Encontram-se comumente filtros ND em densidade 2X, 4X e 8X que baixam o valor de exposição em um, dois ou três pontos.


Polarizador

Os filtros polarizadores, ou polaróides[5]), são usados para eliminar brilhos e reflexos indesejáveis como as imagens refletidas nas vidraças das janelas ou nas vitrines que atrapalham a visão do seu interior porém não tira o reflexo de metais.

Há dois tipos de filtros polarizadores: o linear e o circular. O filtro polarizador linear é ajustável, dando ao fotógrafo a possibilidade de controlar o grau de efeito desejado. O polaróide circular é fixo, não oferece a possibilidade de controlar o efeito, mas pode ser usado em câmeras de filmar ou na fotografia de ação.


Balanço de cores

Os filtros para balanceamento de cores têm seu campo de aplicação na fotografia digital profissional ou avançada para realizar um ajuste prévio e preciso do balanço do branco em função da iluminação que incide sobre o cenário.

O filtro vai montado na câmera digital que é apontada para a fonte de iluminação para que efetue as compensações necessárias à neutralização das diferenças de cor entre a fonte de iluminação e o branco de referência da câmera.

O filtro difunde a luz incidente para efeito de balanceamento de cores[6], mas pode também ter uma transmitância controlada para 18% para servir à fixação do valor de exposição (EV) pelo método da luz incidente[7].


Efeitos especiais

Há um grande número de filtros que produzem efeitos especiais, muitos deles inventado por Jean Coquin[8].

· O Star que transforma pontos de luz brilhante em estrêlas de várias pontas;

· o Diffractor que difracta os pontos de luz brilhantes da imagem;

· o Multi Image que replica a imagem em paralelo ou em círculos;

· o Speed que cria um efeito de rastro linear na imagem;

· o Cyclone que cria um rastro circular;

· o Radial Zoom que cria rastros radiais;

· o kit de vinhetas diversas;

· o Doble Exposure para montagem de fotos por dupla exposição;

· o Doble Mask, também para fotomontagens;

· o filtro Graduated, o Pastel, o Diffuser, o Sepia, o Center Spot, etc.

A maioria dos efeitos especiais que são obtidos com filtros óticos criativos podem ser obtidos em editores de fotos digitais, seja como um recurso integrado eles, seja na forma de plug-ins que acrescentam um novo recurso ao editor.


Referências

1. Cokin Filters - The original square filter system Cokin UK (em inglês)

2. Fabricante de filtro de gelatina em folhas(em inglês)

3. Kodak Wratten Number(em inglês)

4. Manual da câmera Finepix IS-1

5. Filtro polaroid

6. Fabricante do filtro ClearWhite

7. Fabricante do filtro ExpoDisc Neutral

8. [http://en.wikipedia.org/wiki/Cokin Cokin (em inglês)

20 de março de 2009

Caspar David Friedrich: Manhã no Risenbirge



Caspar David Friedrich: Manhã no Risenbirge, Alemanhã, 1810-1811. Schloss Charlottenburg

Caspar David Friedrich: O peregrino sobre o mar de névoa



Caspar David Friedrich: O peregrino sobre o mar de névoa, Alemanhã, 1818. Kunsthalle

Amaldus Nielsen: Aftenstemning



Amaldus Nielsen: Aftenstemning, Noruega, 1878

Arnold Böcklin: Ilha dos mortos V



Arnold Böcklin: Ilha dos mortos V, Suíça, 1886. Museum der bildenden Künste

15 de março de 2009

Antonio Ciseri: Traslado do corpo de Jesus ao sepulcro



Antonio Ciseri: Traslado do corpo de Jesus ao sepulcro, 1864-1870. Santuário della Madonna del Sasso (Suíça - Florença)

Augusto Rodrigues Duarte: As exéquias de Atalá



Augusto Rodrigues Duarte: As exéquias de Atalá, 1878. Museu Nacional de Belas Artes

Eduardo de Martino: Veleiro em alto mar



Eduardo de Martino: Veleiro em alto mar. Museu Nacional de Belas Artes

Nicola Facchinetti: Lagoa Rodrigo de Freitas



Nicola Facchinetti: Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio de Janeiro, ca. 1884. Museu Nacional de Belas Artes

Pedro Américo: A batalha do Avaí



Pedro Américo: A batalha do Avaí, 1872-77. Museu Nacional de Belas Artes

Leonardo Alenza: O suicídio



Leonardo Alenza: O suicídio, Espanha

Jenaro Pérez Villaamil: San Juan de los Reyes



Jenaro Pérez Villaamil: San Juan de los Reyes, Toledo, 1839

Goya: El Aquelarre ou El Gran Cabrón



El Aquelarre ou El Gran Cabrón ("O grande Bode") (1820-1823), pintura mural ao óleo deslocada para tela, 140 x 438 cm, Museu do Prado, uma das pinturas negras de Goya, visão fantástica e horripilante.

Charles Wimar: A dança do búfalo, 1860



Charles Wimar: A dança do búfalo, Estados Unidos, 1860. Saint Louis Art Museum

John Trumbull: A morte do general Warren na batalha de Bunker Hill



John Trumbull: A morte do general Warren na batalha de Bunker Hill, Estado Unidos

Lev Lagorio: Nas montanhas do Cáucaso



Lev Lagorio: Nas montanhas do Cáucaso, Rússia, 1879

Ivan Shishkin: Chuva na floresta



Ivan Shishkin: Chuva na floresta, Rússia, 1891.

Thomas Cole: Série A viagem da vida: Maturidade



Thomas Cole: Série A viagem da vida: Maturidade, Estados Unidos, 1840.

Alexandre Cabanel: Ophelia



Alexandre Cabanel: Ophelia, França, 1883.

Camille Corot: Lembrança de Mortefontaine



Camille Corot: Lembrança de Mortefontaine, França, c. 1864. Louvre

Théodore Géricault: A balsa da Medusa



Théodore Géricault: A balsa da Medusa, França, 1818-1819. Louvre

Franz Gude: Hardanger



Franz Gude: Hardanger, Alemanhã, 1847

Johann Overbeck: O triunfo da Religião sobre a Arte



Johann Overbeck: O triunfo da Religião sobre a Arte, Alemanha, 1831-1840.

Johan Christian Dahl: Erupção do Vesúvio



Johan Christian Dahl: Erupção do Vesúvio, Itália, 1826.

8 de março de 2009

Dicas de leitura:




Neste final de semana a gripe me pegou em cheio e fui à locaute (ou lock-out como os adeptos aos estrangeirismos gostam)... estes momentos de cama são necessários para recuperação de energias e também são ótimos momentos para leituras... E minha dica de leitura da vez é o livro “Histórias para o Rei” da coleção Mineiramente Drummond, uma coletânea de contos realizada por Luiza de Maria (Drª em Teoria Literária e Literatura Comparada da USP). Uma delícia de coletânea, diga-se de passagem...
São 41 contos curtíssimos e bem-humorados sobre diversos temas, desde amores à bebedeiras, alguns são verdadeiros proemas (ou que outros autores costumam chamar de prosa poética) outros um convite a crítica e a reflexão...
Onde encontrá-lo? Eis a parte boa: Em qualquer biblioteca pública. A coleção Mineiramente Drummond, foi distribuída pelo Ministério da Educação em 2005 (o exemplar que leio, o encontrei na biblioteca da escola estadual onde trabalho), agora é só ir lá e degustar...
Dos contos que provei destaco “As três Graças” e a nossa amiga da vida inteira a celulite (rsrs)


As Três Graças
Carlos Drummond de Andrade

Um doutor em estética do corpo, ao visitar o Museu do Prado, em Madri, achou que as Três Graças, na tela de Rubens, sofriam de celulite, mais acentuada na Graça do centro.
Procurou o diretor do museu e sugeriu-lhe que o quadro fosse submetido a tratamento especial, de modo a ajustar os nus femininos aos cânones de beleza e higidez que hoje cultuamos.
O diretor ouviu-o polidamente e respondeu que nada havia a fazer, pois as obras-primas do passado são intocáveis, salvo quando acidente ou atentado tornam imperativa a restauração. Além do mais, pode ser que no século XVII o que hoje chamamos de celulite fosse uma graça suplementar.
À noite, o esteta inconformado tentou penetrar no museu, foi impedido e preso. Interrogado, explicou que queria raptar o quadro e confiá-lo a famoso especialista em cirurgia plástica, pois o caso não era de restauração nem de regime alimentar. Seria a primeira vez em que uma obra de arte receberia tratamento médico especializado, feito o qual tornaria ao museu.
O homem foi mandado embora, com a advertência de que sua presença não seria mais tolerada em museus espanhóis. E aconselhado a freqüentar assiduamente as praias, para se habituar às imperfeições do corpo humano, que formam a perfeição relativa.

História para o Rei – Coleção Mineiramente Drummond (p. 35)

6 de março de 2009

Trovadorismo Português

Cantigas Líricas:

As cantigas de amor exprimem a paixão infeliz, o amor não correspondido que um trovador (caracterizado nas composições pelo eu lírico masculino) dedica a sua senhora. É freqüente a adoção de uma postura servil por parte do eu lírico, que suplica a atenção da mulher amada, ao mesmo tempo em que afirma o estado de infelicidade em que vive, desde que a viu pela primeira vez.



Quantos han gran coita d'amor
               João Garcia de Guilhade

Quantos han gran coita d'amor
eno mundo, qual hoj'eu hei,
querrían morrer, eu o sei,
e haverían én sabor.
Mais mentr'eu vos vir, mia senhor,
           sempre m'eu querría viver,
           e atender e atender!

Pero ja non posso guarir,
ca ja cegan os olhos meus
por vós, e non me val i Deus
nen vós; mais por vós non mentir,
enquant'eu vós, mia senhor, vir,
           sempre m'eu querría viver,
           e atender e atender!

E tenho que fazen mal sén
quantos d'amor coitados son
de querer sa morte se non
houveron nunca d'amor ben,
com'eu faç'. E, senhor, por én
           sempre m'eu querría viver,
           e atender e atender!






Quantos o amor me fez padecer
penas que tenho padecido,
querem morrem e não duvido
que alegremente queiram morrer.
Porém enquanto vos puder ver,
           vivendo assim eu quero estar
           e esperar, e esperar.

Sei que a sofrer estou condenado
e por cós cegam os olhos meus.
Não me acudis. Nem vós, nem Deus.
Mas, se sabendo-me abandonado,
ver-vos, senhora, me for dado,
           vivendo assim eu quero estar
           e esperar, e esperar.

Esses que vêem tristemente
desamparada sua paixão,
querendo morrer, loucos estão.
Minha fortuna não é diferente;
porém eu digo constantemente:
           vivendo assim eu quero estar
           e esperar, e esperar


As cantigas de amigo apresentam uma interessante característica estrutural: o trovador assume a voz da donzela que exprime seus sentimentos pelo amigo (namorado), e predomina o desenvolvimento da temática da saudade. O cenário em que ocorre o encontro dos amantes é sempre ligado à natureza (lago, mar, campo, jardim, árvores). Também merece destaque a estrutura paralelística, em que as colpas (conjuntos de estrofes) apresentam versos de sentidos equivalentes, com pouquíssimas alterações vocabulares.


Ai, flores, ai, flores do verde pino
                              El-Rei D. Dinis

- Ai, flores, ai, flores do verde pino,
se sabedes novas do meu amigo?
               Ai, Deus, e u é?

Ai, flores, ai, flores do verde ramo,
se sabedes novas do meu amado?
               Ai, Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amigo,
aquel que mentiu do que pôs comigo?
               Ai, Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amado,
aquel que mentiu do que mi à jurado?
               Ai, Deus, e u é?

- Vós me preguntades polo voss’ amigo?
E eu ben vos digo que é sano e vivo.
               Ai, Deus, e u é?

Vós me preguntades polo voss’ amado?
E eu ben vos digo que é vivo e sano.
               Ai, Deus, e u é?

E eu ben vos digo que é san’ e vivo
e seerá vosc’ ant’ o prazo saÍdo.
               Ai, Deus, e u é?

E eu ben vos digo que é viv’ e sano
e seerá vosc’ ant’ o prazo passado.
               Ai, Deus, e u é?


"Aquel que mentiu do que pôs comigo”: Aquele que faltou ao que me prometeu.
“E u é”: Onde está ele?
Sabedes: sabeis
San’: são, sadio
“Seerá vosc’ ant’ o prazo saído”: Estará convosco dentro do prazo que combinou
Viv’: vivo


Apresentação do cenário ligado à natureza: o eu lírico dirige-se às flores do pinheiro para saber notícias do amado.

A temática da saudade fica evidenciada pela repetição do refrão:
“Ai Deus, onde está ele?”
que marca o afastamento dos amantes.

Referência ao encontro marcado: o amigo chegará dentro do prazo estabelecido. Vemos, aqui, a apresentação de uma relação amorosa bem menos idealizada do que aquela caracterizada na cantiga de amor.



in
ABAURRE, Maria Luiza. Português: língua, literatura, produção de texto: ensino médio. 1.ed. São Paulo: Moderna, 2005.

4 de março de 2009

Literatura de Cordel




Literatura de Cordel

Cordel: patrimônio cultural brasileiro


Literatura de cordel é a criação popular em verso, impressa artesanalmente em papel jornal e ilustrada a partir de xilogravuras, um método de escavação em uma prancha de madeira onde é passada a tinta e sobre a qual se coloca o papel a ser impresso. Chama-se “cordel” porque os folhetos são pendurados em cordões nas feiras livres do norte e nordeste do país. Texto e imagem mostram, de moto pitoresco, cômico ou trágico, casos verdadeiros ou fantásticos, moralidades que registram o pensamento do povo e que são também declamados pelos vendedores.
Os temas mais freqüentes no repertório do cordel são o cotidiano do homem comum, o cangaço, o amor, os castigos do céu, os mistérios, os crimes e a corrupção, as festas populares e os costumes. “Os grandes acontecimentos / desastre, chuva ou virada/ de um trem ou caminhão,/ incêndio numa morada/ ou morte de um personagem/ davam uma história traçada”.
J. Borges é um típico artista popular, sendo um dos maiores responsáveis pela difusão da arte de cordel. É reconhecido no país e no exterior como parte do patrimônio cultural brasileiro, por extrais texto e gravura da aspereza da vida e em seu trabalho como cronista das comunidades anônimas do nordeste brasileiro. [...]

* Excerto da apresentação do livro “Dicionário dos sonhos e outras histórias de cordel”, escrito por Ana Mariza Filipouski



O DICIONÁRIO DOS SONHOS

Caros ouvintes amigos
queiram prestar-me atenção
que falando sobre sonhos
vou dar discriminação
porque quem sonha precisa
da sua decifração

Que seja moça ou rapaz
homem casado ou mulher
dormindo tem que sonhar
se por acaso souber
decifrar o dito sonho
sempre arranja o que quer

Se o rapaz ama uma moça
sonha com ela chorando
o amor é prolongado
termina sempre casando
sonhar abraçando ela
a outro ela está amando

Se uma moça sonhar
que está numa floresta
de baixo de um pé de árvore
beijando o rapaz na testa
é sinal que numa casa
seu amor é sem festa

E se o rapaz sonhar
com a moça na janela
não faça amizade firme
procure se afastar dela
porque depois de casados
vai se arrepender com ela

Ele sonhar vendo o céu
com forro bem azulado
é sua noiva que morre
antes dele ter casado
e se o forro for roxo
a esposa morre ao seu lado

Se uma moça sonhar
com um rapaz bem bonito
vai morrer no caritó*
mas sendo meio esquisito
é sinal de esposo bom
para isto está escrito

E quando o rapaz sonhar
com uma moça escrevendo
é casamento acabado
mas se ela estiver lendo
é sinal que tem alguém
por si chorando e roendo

Sonhar correndo a cavalo
é sinal de alegria
sonhar com um cavalo branco
os seus filhos não se cria
sonhar com ave de pena
é desgosto e agonia

Sonhar com muito dinheiro
é um sinal de pobreza
sonhar com uma igreja
casamento de nobreza
sonhar com outro é prisão
sonhar com santo é firmeza

Sonhar jogando é amor
com espelho é ingratidão
sonhar com fogo é desastre
com retrato é ambição
sonhar arrancando o dente
é morte e aflição

Rapaz sonhar que está preso
é sinal de viajar
a moça sonhar fugindo
é vontade de casar
sonhar farrando na festa
seu amor vai se acabar

Se uma moça sonhar
que está torrando café
seu noivo namora outra
e ela não sabe quem é
se sonhar lavando roupa
é amizade sem fé

Sonhar com uma rodagem**
o seu amor vai embora
e se o rapaz sonhar
andando de estrada a fora
é sinal que sua amante
com outro rapaz namora

Sonhar com uma luz acesa
nascerá nova amizade
sonhar com luz apagada
fingimento e crueldade
sonhar cantando canção
é amor e lealdade

Sonhar com um peru vivo
será breve seu noivado
a moça sonhar rezando
o noivo é descontrolado
sonhar recebendo carta
é ciumento e malvado

Sonhar abrindo uma mala
vai receber um presente
o rapaz sonhar trabalhando
se casa futuramente
sonhar lendo uma revista
é corte certamente

Sonhar com ama agulha é
vida longa e prazenteira
sonhar com um papagaio
sua esposa é arengueira***
e a moça sonhando casando
sua sogra é fuxiqueira

Sonhar com uma farmácia
casa com moça doente
com um vidro de perfume
é sebosa e indecente
sonhar com uma casa branca
boa esposa eternamente

E se o rapaz sonhar
que está lendo um jornal
é sinal que sua noiva
namora com seu rival
bota-lhe um chifre comprido
na noite de carnaval

A moça sonhar que vai
andando de estrada afora
é sinal que seu amante
a outra moça namora
e quem sonhar rindo muito
no outro dia é quem chora


* “ficar no caritó”, ficar pra titia, não casar
** estrada
*** que faz intrigas, mexericos

BORGES, J. Francisco. Dicionário dos sonhos e outras histórias de cordel. Porto Alegre: L&PM, 2003



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