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21 de março de 2009

Grande Angular

É chamado assim o tipo de lente que possui distância focal menor do que a distância focal correspondente à uma lente normal. Em vídeo, como o tamanho dos CCD.s, quando comparados aos negativos de 35 m.m. utilizados em fotografia é consideravelmente menor, o mesmo ocorre com os valores de distância focal. Assim, uma lente grande angular pode ter por exemplo 5 m.m. (ao invés de 25 m.m. para a câmera fotográfica citada) de distância focal.

Quando o operador da câmera se aproxima das pessoas/objetos enquadrados, a perspectiva da imagem se altera. Isto ocorre também com o olho humano: uma pessoa em pé, situada a alguns metros à frente de uma casa, terá tamanho na imagem menor do que a casa situada atrás dela. Ao nos aproximarmos, no entanto, desta pessoa, tanto a pessoa como a casa aumentarão de tamanho. Porém, deste novo ponto de vista, a pessoa passa a aparentar ser maior do que a casa, como se a casa tivesse diminuído de tamanho. A distância entre a pessoa e a casa parecerá ter aumentado: se esta caminha alguns passos para trás ou para frente as proporções entre pessoa/casa alteram-se drasticamente.

Assim, sempre que o ser humano observa a olho nu imagens de pessoas/objetos próximas, estes parecem estar 'descomprimidos' na mesma. Pessoas e objetos ao fundo parecem estar mais distantes de outras/outros em primeiro plano do que realmente estão: a casa, no exemplo, parece estar mais distante da pessoa do que se observarmos casa/pessoa de longe. E pessoas e objetos ao fundo parecem menores em relação a pessoas e objetos em primeiro plano do que quando observamos estas pessoas/objetos de longe: a casa parece menor do que a pessoa do que quando observamos casa/pessoa de longe. A profundidade aparente de campo aumenta quando observamos as pessoas / objetos de perto.

Como a lente grande angular mostra as imagens vistas a partir de um ponto bem próximo do operador (sem alterar suas perspectivas), poderia-se dizer que ela é 'especializada' em mostrar imagens com estas características, imagens de pessoas/objetos que estão perto do mesmo. E como pessoas/objetos que estão próximas sempre tem estas características, pode-se dizer que a imagem mostrada por uma lente grande angular também as possui.

É por isso que diz-se que a imagem formada por uma lente grande angular é 'descomprimida'. Na imagem do close do rosto de uma pessoa captada com uma lente deste tipo, seu nariz ficará com aspecto de 'nariz de elefante', transmitindo a sensação de ser maior do que é na realidade.

O efeito da descompressão pode ser utilizado para aumentar a velocidade aparente dos movimentos captados pela câmera. Um exemplo, utilizado com frequência no cinema, é utilizar este tipo de lente para registrar cenas de ação, brigas e lutas, onde a velocidade aparente de um soco fica maior do que na realidade.

A lente grande angular traz consigo um 'defeito', mais ou menos aparente conforme a qualidade, distância focal e especificações da lente: a curvatura de objetos com traços retos localizados nas bordas da imagem (tronco de coqueiro 'caindo' para o centro).

Fonte: Fazendo Vídeo

Conversores e Adaptadores

Acessórios rosqueados na extremidade da objetiva, no local onde normalmente encaixam-se os filtros. Uma de suas finalidades é tentar contornar a limitação da quase totalidade das câmeras do segmento semi-profissional de não possuir lentes intercambiáveis. Alguns desses acessórios são:

- tele-converter (telephoto converter)
- tele-extender (doubler)
- wide-converter (wide angle adapter)
- close-up (diopter)

O tele-converter é um conversor de aumento para tele-objetiva , aumentando a distância focal da mesma: uma lente com zoom de aumento até 10x pode ser convertida em lente com aumento de até 20x por exemplo, utilizando um conversor com fator 2X (2 multiplicado por 10). É encaixado na parte frontal das lentes. Uma lente zoom de 6-15mm pode ser convertida com um tele-converter desse tipo em 12-30mm. Esta é a função do tele-converter, deslocar as distâncias focais mínima e máxima em direção ao ajuste de teleobjetiva: no exemplo, de 6mm para 12mm (mínima) e de 15mm para 30mm (máxima).

O tele-extender é um extensor de distância focal da objetiva: trabalha basicamente afastando a objetiva do corpo da câmera, para causar o aumento na distância focal. Para isso, é encaixado entre a objetiva e o corpo da câmera (somente para câmeras com lentes removíveis). O uso de tele-extenders acarreta o escurecimento da imagem (geralmente em torno de 1 a 2 f-stops). O nome doubler deriva de um dos tipos comuns de tele-extenders, o 2X, que dobra a potência da lente. Uma lente zoom de 6-15mm pode ser convertida com um tele-extensor desse tipo em uma 12-30mm. O tele-extender tem a mesma função do tele-converter, ou seja, deslocar as distâncias focais mínima e máxima em direção ao ajuste de teleobjetiva: no exemplo, de 6mm para 12mm (mínima) e de 15mm para 30mm (máxima). Ambos (tele-converter e tele-extender) podem ser instalados juntos, ampliando em muito o poder de aumento da objetiva. No exemplo acima, o tele-extender 2X combinado com um tele-converter também 2X transformaria a objetiva em uma 24-60mm.

O wide-converter é um conversor de diminuição para grande angular, encurtando a distância focal da mesma: uma objetiva pode ter sua característica de grande angular dobrada utilizando-se um conversor com fator 0,5X. Uma lente cujo ajuste máximo de grande-angular é de 9mm por exemplo, com um wide-converter do tipo 0.7X transforma-se em 6,3mm (9 multiplicado por 0,7). Wide-converters com fator menor do que 0,5X causam o efeito 'olho-de-peixe' na imagem: o ângulo de visão aumenta bastante (130 graus por exemplo em um wide-converter de 0,3X) e a imagem adquire formato cada vez mais esférico. É encaixado na parte frontal das lentes.

O close-up permite aproximar e focalizar objetos a uma distância menor do que a suportada normalmente pela objetiva da câmera. Uma lente com fator +2 por exemplo aumenta 2x o tamanho da imagem. Estas lentes podem ser sobrepostas, assim utilizando duas lentes de fator +2 juntas o aumento obtido será de 4 vezes. Lentes close-up costumam diminuir a nitidez da imagem e em alguns casos aberrações cromáticas (desvios de cores) podem surgir. É encaixado na parte frontal das lentes.

Existem também acessórios deste tipo que não contém lentes, mas permitem a conexão de lentes com diâmetros diferentes entre a objetiva da câmera e a lente em questão, por possuírem roscas com diferentes tamanhos em um lado e outro, como o step-up ring e o step-down ring.

No entanto, dependendo do tipo de adaptação efetuada, nem sempre os resultados obtidos com o uso de conversores / adaptadores são bons: alguns possíveis problemas são distorções na forma e cores da imagem e escurecimento da mesma.

Fonte: Fazendo Vídeo

Conversores e Adaptadores

Acessórios rosqueados na extremidade da objetiva, no local onde normalmente encaixam-se os filtros. Uma de suas finalidades é tentar contornar a limitação da quase totalidade das câmeras do segmento semi-profissional de não possuir lentes intercambiáveis. Alguns desses acessórios são:

- tele-converter (telephoto converter)
- tele-extender (doubler)
- wide-converter (wide angle adapter)
- close-up (diopter)

O tele-converter é um conversor de aumento para tele-objetiva , aumentando a distância focal da mesma: uma lente com zoom de aumento até 10x pode ser convertida em lente com aumento de até 20x por exemplo, utilizando um conversor com fator 2X (2 multiplicado por 10). É encaixado na parte frontal das lentes. Uma lente zoom de 6-15mm pode ser convertida com um tele-converter desse tipo em 12-30mm. Esta é a função do tele-converter, deslocar as distâncias focais mínima e máxima em direção ao ajuste de teleobjetiva: no exemplo, de 6mm para 12mm (mínima) e de 15mm para 30mm (máxima).

O tele-extender é um extensor de distância focal da objetiva: trabalha basicamente afastando a objetiva do corpo da câmera, para causar o aumento na distância focal. Para isso, é encaixado entre a objetiva e o corpo da câmera (somente para câmeras com lentes removíveis). O uso de tele-extenders acarreta o escurecimento da imagem (geralmente em torno de 1 a 2 f-stops). O nome doubler deriva de um dos tipos comuns de tele-extenders, o 2X, que dobra a potência da lente. Uma lente zoom de 6-15mm pode ser convertida com um tele-extensor desse tipo em uma 12-30mm. O tele-extender tem a mesma função do tele-converter, ou seja, deslocar as distâncias focais mínima e máxima em direção ao ajuste de teleobjetiva: no exemplo, de 6mm para 12mm (mínima) e de 15mm para 30mm (máxima). Ambos (tele-converter e tele-extender) podem ser instalados juntos, ampliando em muito o poder de aumento da objetiva. No exemplo acima, o tele-extender 2X combinado com um tele-converter também 2X transformaria a objetiva em uma 24-60mm.

O wide-converter é um conversor de diminuição para grande angular, encurtando a distância focal da mesma: uma objetiva pode ter sua característica de grande angular dobrada utilizando-se um conversor com fator 0,5X. Uma lente cujo ajuste máximo de grande-angular é de 9mm por exemplo, com um wide-converter do tipo 0.7X transforma-se em 6,3mm (9 multiplicado por 0,7). Wide-converters com fator menor do que 0,5X causam o efeito 'olho-de-peixe' na imagem: o ângulo de visão aumenta bastante (130 graus por exemplo em um wide-converter de 0,3X) e a imagem adquire formato cada vez mais esférico. É encaixado na parte frontal das lentes.

O close-up permite aproximar e focalizar objetos a uma distância menor do que a suportada normalmente pela objetiva da câmera. Uma lente com fator +2 por exemplo aumenta 2x o tamanho da imagem. Estas lentes podem ser sobrepostas, assim utilizando duas lentes de fator +2 juntas o aumento obtido será de 4 vezes. Lentes close-up costumam diminuir a nitidez da imagem e em alguns casos aberrações cromáticas (desvios de cores) podem surgir. É encaixado na parte frontal das lentes.

Existem também acessórios deste tipo que não contém lentes, mas permitem a conexão de lentes com diâmetros diferentes entre a objetiva da câmera e a lente em questão, por possuírem roscas com diferentes tamanhos em um lado e outro, como o step-up ring e o step-down ring.

No entanto, dependendo do tipo de adaptação efetuada, nem sempre os resultados obtidos com o uso de conversores / adaptadores são bons: alguns possíveis problemas são distorções na forma e cores da imagem e escurecimento da mesma.

Fonte: Fazendo Vídeo

Filtro fotográfico


Filtro fotográfico

*Texto retirado na íntegra de Wikipédia


Um filtro fotográfico é um acessório de câmera fotográfica ou de vídeo que possibilita o manejo de cores e/ou a obtenção de efeitos de luz pela sua inserção no caminho ótico da imagem.

Os filtros são de gelatina, plástico, vidro ou cristal, na maioria das vezes montadas em anéis rosqueáveis na objetiva, ou em anéis elásticos para montar no cilindro liso da objetiva. Filtros circulares são mais comuns, mas uma gama de filtros mais ampla, de dezenas de filtros, é disponibilizada em formato quadrado, para serem encaixados em magazines de porta-filtros "universais"[1].

Grande parte das câmeras fotográficas digitais não dispõem de roscas nas suas objetivas. Para estas câmeras, há porta-filtros especiais que são rosqueados na base da câmera.

* Imagem: Filtro ultravioleta, polaróide e FL-D (fluorescente tipo "luz do dia") de 62 mm


Finalidade dos filtros

A finalidade básica dos filtros fotográficos é a de filtrar a luz adequando-a às características do filme ou sensor de imagem.

Algumas poucas situações exigem o emprego do filtro.

· fotografia a altas altitudes (dois mil metros ou mais);

· fotografia à sombra tirada ao meio-dia;

· fotografia à contra-luz com sol baixo;

· presença de reflexos indesejáveis (na superfície da água, de uma vitrine).

A presença de luz mista às vezes é inevitável ou até mesmo necessária. Nesta situação os estúdios fotográficos, ou de cinema e TV fazem uso de filtros de gelatina em folhas para aplicar, não na direção da câmera, mas na direção da fonte de luz, como em janelas e refletores de luz[2].

Para fotógrafos exigentes, o efeito de um filtro varia de conforme a objetiva utilizada, ou de acordo com o modelo da câmera, no caso de câmeras compactas. Além disso, nem sempre o emprego do filtro leva a resultados sensivelmente melhores, sendo necessário tirar uma foto com filtro e outra sem filtro para notar a diferença.

Tanto para fotógrafos profissionais como para amadores exigentes, o filtro fotográfico é considerado útil para proteção do equipamento, evitando danos à lente da objetiva.


Os filtros na fotografia analógica e digital

As câmeras fotográficas digitais de preço mais elevado podem usar todos os filtros utilizados por câmeras analógicas sem o uso de adaptadores especiais. Já as câmeras digitais compactas (mais econômicas) dispõem de algoritmos que simulam filtros de correção e outros filtros como o sépia e o difusor, e não facilitam o uso de filtros reais (óticos).

As câmeras compactas, com raras exceções, não têm rôsca na objetiva para montagem de filtros rosqueáveis, além disso, as objetivas são retráteis, não admitindo a montagem de filtros elásticos.

Como as câmeras analógicas mais populares, que não dispõem de objetivas receptivas a filtros, as câmeras digitais também podem fazer uso de filtros menos comuns, através da montagem de um magazine para filtros roscado na base da câmera.


Usos de filtros em fotografia

Filtros fotográficos podem ser classificados pelos seus usos:

· Transparente e Ultravioleta

· Correção de Cor

· Subtração de Cor

· Aumento de Contraste

· Infravermelho

· Densidade Neutra

· Polarizador

· Efeitos Especiais, de vários tipos, incluindo:

o Gradientes

o Suavização

o Tonalidade Sépia


Transparente e ultravioleta

Filtros de cristal transparente exclusivamente para proteção de lentes são raros. A maioria dos fotógrafos prefere utilizar filtros UVs e Skylights para esta finalidade por agregarem valor à fotografia, mesmo que estes valores sejam imperceptíveis.

Os filtros UV bloqueiam a passagem de luz ultravioleta invisível para evitar que a ela afete o filme ou sensor de imagem que não são insensíveis a este tipo de radiação. O filtro é usado onde a radiação UV está mais presente, ou seja, em regiões equatoriais, a grandes altitutes.

Os filtros UV são preferidos para efeito de proteção da objetiva da câmera por serem mais neutros em relação às cores que os filtros Skylight.

Já os filtros Skylight têm cor levemente rosada, são filtros UV que se usam para neutralizar os efeitos dos raios UV que tendem a estender o tom azulado sobre áreas de sombra à luz do dia plena. Os filtros Skylight costumam combinar funções de filtro UV, filtro de azul e filtro de difusão.


Correção de cor

Os filtros de conversão (um tipo de filtro de correção de cor) foram muito usados para fotografar com luz natural ou com luz artificial sem trocar o filme por outro mais adequado a esta ou aquela condição de luz específica. Filtros de cor azul (série 80 da Kodak wratten[3]) eram usados para converter luz artificial em luz adequada para filmes do tipo Daylight e, vice-versa, filtros de cor âmbar (série 85) eram usados para tornar a luz natural adequada para filmes tipo Tungsten.

Embora seja comum as câmeras digitais compactas terem pre-sets para diversas condições de luz, somente algumas câmeras de filmar traziam filtros de conversão embutidos na própria câmera.

Pequenas diferenças entre temperaturas de cor de lâmpadas photoflood. A e lâmpadas photoflood B (3400 K e 3200 K respectivamente) são possíveis de ser corrigidas em câmeras digitais de preço mais elevado. Já as câmeras compactas podem tirar proveito dos chamados de filtros de compensação. Ao fotografar utilizando lâmpadas photoflood. A com câmera compacta configurada para Tungsten obtém-se melhor balanço de cores utilizando-se um filtro de cor âmbar 81A. Freqüentemente, a utilização de filtro azul 82A ou 82B resulta em fotos com cores mais equilibradas ao fotografar em ambiente iluminado com lâmpadas incandescentes comuns do que com a câmera simplesmente ajustada para Tungsten.

Tradicionalmente fotógrafos profissionais usavam kits de filtros de correção de cor CMY conhecidos como filtro CC, idênticas àquelas que eram usadas em laboratório fotográfico, para neutralizar dominância de cores diferentes daqueles provocada por lâmpadas incandescentes. Esses filtros continuam sendo úteis para filmagens.


Filtros de contraste

Os filtros de contraste diferem dos filtros de densidade por serem coloridos. Têm graduação que vai de 0 a 5. São usados para controlar o contraste relativo dos tons cinza com base na avaliação dos efeitos do filtro colorido sobre cores asemelhadas, diferentes e antagônicas que compõe o quadro. Assim, os filtros podem ser aplicados para aumentar o contraste ou, ao contrário, para suavizar o contraste de tons.

A manipulação dos contrastes de tons é bastante facilitada por editores gráficos em que se pode simular a aplicação de filtros de contraste para obter bons resultados por tentativa e erro.

Em fotografias que incluem a fonte de iluminação geralmente apresentam excesso de contraste que deve (ou só pode) ser corrigida previamente com filtro adequado.


Infravermelho

O filtro infravermelho é aplicado à objetiva da câmera carregada com filme conhecido como infrared para obter imagens em preto-e-branco geradas exclusivamente pela radiação infravermelha.

Câmeras digitais que usam um sensor de imagem no lugar de um filme também se prestam a este tipo de fotografia. Os sensores de imagens da maioria das câmeras digitais de fotografia e de vídeo são sensíveis a radiações infravermelhas (IR) como os filmes infrared, que são sensíveis ao IR sem serem exclusivamente sensíveis a eles.

Em algumas câmeras digitais, a sensibilidade aos raios UV (ultravioleta) e aos IR (infravermelho) é neutralizada por filtros de bloqueio UV/IR, mas outras câmeras como a Finepix IS-1 [4] da Fujifilm admitem o desbloqueio do filtro UVIR, o que as torna sensíveis aos UV e IR. Estas câmeras são próprias para a fotografia infravermelha com a adição dos tradicionais filtros infrared.

A radiação infravermelha, sendo invisível, não tem cor associada a ela. Nos filmes infrared a cores a radiação infravermelha é tornada visível em cores avermelhadas. Algumas câmeras digitais da Sony manipulam a radiação infravermelha e representam a radiação infravermelha em tons esverdeados, como em alguns dispositivos militares monocromáticos de visão noturna.


Densidade neutra (ND)

O filtro de densidade neutra provoca uma redução uniforme da quantidade de luz que incide sobre o filme ou sensor de imagem. Usa-se geralmente para reduzir o valor de exposição (EV) com o propósito de obter combinações de abertura de diafragma e velocidade de obturação mais adequadas para a foto. Por exemplo, para obter um fundo desfocado que dê melhor destaque aos objetos situados no plano em foco.

Encontram-se comumente filtros ND em densidade 2X, 4X e 8X que baixam o valor de exposição em um, dois ou três pontos.


Polarizador

Os filtros polarizadores, ou polaróides[5]), são usados para eliminar brilhos e reflexos indesejáveis como as imagens refletidas nas vidraças das janelas ou nas vitrines que atrapalham a visão do seu interior porém não tira o reflexo de metais.

Há dois tipos de filtros polarizadores: o linear e o circular. O filtro polarizador linear é ajustável, dando ao fotógrafo a possibilidade de controlar o grau de efeito desejado. O polaróide circular é fixo, não oferece a possibilidade de controlar o efeito, mas pode ser usado em câmeras de filmar ou na fotografia de ação.


Balanço de cores

Os filtros para balanceamento de cores têm seu campo de aplicação na fotografia digital profissional ou avançada para realizar um ajuste prévio e preciso do balanço do branco em função da iluminação que incide sobre o cenário.

O filtro vai montado na câmera digital que é apontada para a fonte de iluminação para que efetue as compensações necessárias à neutralização das diferenças de cor entre a fonte de iluminação e o branco de referência da câmera.

O filtro difunde a luz incidente para efeito de balanceamento de cores[6], mas pode também ter uma transmitância controlada para 18% para servir à fixação do valor de exposição (EV) pelo método da luz incidente[7].


Efeitos especiais

Há um grande número de filtros que produzem efeitos especiais, muitos deles inventado por Jean Coquin[8].

· O Star que transforma pontos de luz brilhante em estrêlas de várias pontas;

· o Diffractor que difracta os pontos de luz brilhantes da imagem;

· o Multi Image que replica a imagem em paralelo ou em círculos;

· o Speed que cria um efeito de rastro linear na imagem;

· o Cyclone que cria um rastro circular;

· o Radial Zoom que cria rastros radiais;

· o kit de vinhetas diversas;

· o Doble Exposure para montagem de fotos por dupla exposição;

· o Doble Mask, também para fotomontagens;

· o filtro Graduated, o Pastel, o Diffuser, o Sepia, o Center Spot, etc.

A maioria dos efeitos especiais que são obtidos com filtros óticos criativos podem ser obtidos em editores de fotos digitais, seja como um recurso integrado eles, seja na forma de plug-ins que acrescentam um novo recurso ao editor.


Referências

1. Cokin Filters - The original square filter system Cokin UK (em inglês)

2. Fabricante de filtro de gelatina em folhas(em inglês)

3. Kodak Wratten Number(em inglês)

4. Manual da câmera Finepix IS-1

5. Filtro polaroid

6. Fabricante do filtro ClearWhite

7. Fabricante do filtro ExpoDisc Neutral

8. [http://en.wikipedia.org/wiki/Cokin Cokin (em inglês)