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8 de janeiro de 2010

Glossário de Fotografia Digital



A fotografia possui sua própria linguagem e a fotografia digital incluiu muitos novos termos. Este glossário define as palavras e expressões comumente utilizadas na fotografia digital.


Abertura - Uma pequena abertura circular dentro das lentes que pode mudar no diâmetro para controlar a quantidade de luz que chega ao sensor da câmera quando uma foto é tirada. O diâmetro da abertura é apresentado em f-stops; quanto menor for o número, maior será a abertura. Por exemplo, uma abertura de f/2,8 é maior do que uma de f/8. Juntas, a abertura e a velocidade do disparador controlam a quantidade total de luz que chega ao sensor. Uma abertura maior transmite mais luz ao sensor. Muitas câmeras possuem um modo de prioridade de abertura que permite o ajuste dela. Consulte também velocidade do disparador.


Aplicativo - Programa de computador, como, por exemplo, um editor de imagem ou um navegador de imagem.


Arquivo - um documento do computador.


Arquivamento - Possibilidade de um material, incluindo alguns papéis de impressão e CDs, durar muitos anos.


Balanço de cores - função na câmera para compensar diferentes cores de luz emitida por diferentes fontes de luz.


Buffer - Memória na câmera que armazena fotos digitais antes de gravá-las na placa de memória.


Burning - Parte seletivamente escura de uma foto com um programa de edição de imagem.


Câmera digital - câmera que captura a foto sem filme, mas com um sensor eletrônico de imagem que substitui o filme.


CCD - Charge Coupled Device: um dos dois principais tipos de sensores de imagem utilizados em câmeras digitais. Quando uma foto é tirada, o CCD é captado pela luz por meio das lentes da câmera. Cada um dos milhares ou milhões de pixels que fazem com que o CCD converta a luz em elétrons. O número de elétrons, geralmente descrito como a carga acumulada de pixel, é medido e em seguida convertido para um valor digital. Isso ocorre fora do CCD, em um componente da câmera chamado conversor analógico-digital.


CD-R - CD-Recordable: disco compacto que apresenta 650 ou 700 MB de informações digitais, incluindo fotos digitais. Ao criar um você normalmente considera que está gravando um CD. Um CD-R pode ser gravado apenas uma vez e é um meio ideal de armazenamento de fotos digitais originais.


CD-RW - CD-Rewritable: semelhante a um CD-R, exceto pelo fato de poder ser gravado e apagado várias vezes. Isso os torna mais adequados para backup, mas não para armazenamento a longo prazo de fotos digitais originais.


CompactFlash™ - Tipo comum de cartão de memória da camera digital, aproximadamente do tamanho de uma caixa de fósforos. Há dois tipos de cartão: Tipo I e Tipo II. Eles variam apenas quanto à espessura, sendo o Tipo 1 um pouco mais fino. Uma placa de memória CompactFlash pode apresentar memória rápida ou uma pequena unidade de disco rígido. O primeiro tipo é o que mais prevalece.


Contraste - Diferença entre as áreas mais claras e mais escuras em uma foto. Quando maior fora diferença, maior será o contraste.


CMOS - Complementary Metal-Oxide Semiconductor: um dos dois principais tipos de sensores de imagem utilizado em câmeras digitais. Sua função básica é a mesma de um CCD. Os sensores CMOS são encontrados apenas em algumas câmeras digitais.


CMYK - ciano, magenta, amarelo, preto. As quatro cores no conjunto de tintas de muitas impressoras de qualidade de foto. Algumas utilizam sei cores de tinta para que tenham impressões mais fotográficas. As duas cores adicionais geralmente são sombras suaves de ciano e magenta.


Destaques - partes mais claras de uma foto.


Disparar - Gíria para tirar uma foto. Exemplo: Pressionei o botão para disparar.


Download - processo de mover dados de computador de um local a outro. Embora o termo seja utilizado normalmente para descrever a transferência, ou o processo de download, de dados da Internet, ele também é utilizado para descrever a transferência de fotos de um cartão de memória da câmera para o computador. Exemplo: Eu fiz o download das fotos no meu PC.


DPI - Dots per inch: medição da resolução de uma foto ou de um dispositivo digital, incluindo câmeras digitais e impressoras. Quanto maior for o número, maior será a resolução.


Editor de imagem - programa de computador que permite que você ajuste uma foto para melhorar a aparência. Com um software de edição de imagem, você poderá escurecer ou clarear uma foto, girá-la, ajustar o contraste, cortas algum detalhe extra, remover marcas vermelhas no olho etc.


Escala de cinza - foto feita de vários tons de preto e branco. A escala de cinza é sinônimo de preto e branco.


EXIF - Exchangeable Image File: formato de arquivo utilizado pela maioria das câmeras digitais. Por exemplo, quando uma câmera comum estiver definida para gravar um JPEG, está gravando, na verdade, um arquivo EXIF que utiliza a compressão JPEG para compactar os dados da foto no arquivo.


Fill flash - técnica de flash utilizada para clarear áreas de sombra intensa, geralmente outdoors em dias ensolarados. Algumas câmeras digitais incluem esse modo que força o flash a disparar, mesmo à luz do dia.


FireWire - tipo de tecnologia de cabo para transferência de dados para e de dispositivos digitais em alta velocidade. Algumas câmeras digitais profissionais e alguns leitores de cartão de memória se conectam ao computador pelo FireWire. Os leitores de cartão FireWire são geralmente mais rápidos do que aqueles que se conectam por meio de USB. Também conhecido como IEEE 1394, FireWire foi inventado pela Apple Computer, mas atualmente é muito usado com PCs do Windows.


Flash externo - flash adicional que se conecta à câmera com um cabo ou é acionado pela luz do flash interno da camera. Muitos efeitos divertidos e criativos podem ser criados com o flash externo.


Histograma - representação gráfica de vários tons, desde escuros até claros, em uma foto. Algumas câmeras digitais incluem um recurso de histograma que permite uma verificação precisa da foto.


Impressora de foto on-line - empresa que recebe fotos digitais passadas para o computador em seu site, imprime essas fotos e envia de volta por e-mail ou por entregador.


Jato de tinta - impressora que coloca tinta no papel liberando gotas por meio de pequenos orifícios.


JPEG - padrão desenvolvido pelo Joint Photographic Experts Group para extrair dados de imagem; por isso o nome JPEG. Estritamente falando, JPEG não é um formato de arquivo, mas um método de extração usado dentro de um formato de arquivo como, por exemplo, EXIF-JPEG comum em câmeras digitais. É considerado um formato com perdas, pois há perda de qualidade ao atingir taxas altas de extração do JPEG. Geralmente, se a qualidade é alta, a configuração JPEG de baixa extração é escolhida em uma câmera digital e, assim, a perda de qualidade nem é notada.


LCD - Liquid Crystal Display: monitor de baixa potência utilizado na parte superior e/ou traseira de uma camera digital para exibir as configurações ou a própria foto.


Luz ambiente - A luz natural em uma cena.


Megabyte (MB) - medição de armazenamento de dados correspondente a 1024 kilobytes (KB).


Megapixel - igual a um milhão de pixels.


Memory Stick® - cartão de memória um pouco menor do que uma caixa de chiclete. Como o CompactFlash e SmartMedia, é um armazenamento com base em flash para as suas fotos.


Mídia - material em que as informações são gravadas e armazenadas. A mídia de armazenamento de fotografia digital inclui cartões CompactFlash e CDs.


Miniatura - versão pequena de uma foto. Navegadores de imagem geralmente exibem miniatures de várias fotos de uma vez. Em My Pictures do Windows XP, você poderá visualizar as miniatures de fotos nos modos de exibição Thumbnails e Filmstrip.


Navegador de imagem - aplicativo que permite a visualização de fotos digitais. Alguns navegadores também permitem que você renomeie arquivos, converta fotos de um formato a outro, inclua descrições de texto etc.


Nitidez - clareza de detalhes em uma foto.


NiMH - Nickel Metal-Hydride: tipo de bateria recarregável. A recarga pode ocorrer várias vezes. As baterias NiMH oferecem potência suficiente para funcionar com câmeras digitais e flashes.


Olho vermelho - brilho vermelho no olho da pessoa na foto causado pela luz do flash refletido nas veias sangüíneas atrás da retina no olho. Isso ocorre muito quando a luz é pouca, externamente à noite ou internamente em um local sem iluminação.


Panorâmica - técnica em que a camera segue o tema em movimento. Quando feita corretamente, a imagem é clara e nítida, enquanto o fundo é "embaçado", dando uma idéia de movimento à foto.


Pixel - Picture Element: as fotografias digitais possuem milhares ou milhões de pixels; são blocos de criação de uma foto digital.


RAW - o formato de imagem RAW corresponde aos dados conforme eles vêm diretamente do CCD, sem a realização do processamento na câmera.


Resolução de Imagem - número de pixels em uma foto digital geralmente é considerado como a resolução de imagem.


RGB - vermelho, verde, azul: três cores a que o sistema visual humano, as câmeras digitais e muitos outros dispositivos são sensíveis.


Saturação - riqueza das cores em uma foto.


Sensibilidade - Veja velocidade ISO.


Serial - método para a conexão de um dispositivo externo como, por exemplo, uma impressora, um scanner ou uma câmera, a um computador. Não foi substituído pelo USB e FireWire em computadores modernos.


SmartMedia™ - cartão de memória fino, do tamanho de uma caixa de fósforos. Também é um meio de armazenamento com base na memória rápida.


Sombreado - Parte iluminada de uma foto com um programa de edição de imagem.


USB - Universal Serial Bus: protocolo para transferência de dados de e para dispositivos digitais. Os leitores de placa USB são geralmente mais rápidos do que as câmeras ou os leitores que se conectam a uma porta serial, mas mais lentos do que os que se conectam por meio do FireWire.


Velocidade do obturador - medição de quanto tempo o obturador permanece aberto enquanto uma foto é tirada. Quanto menor for essa velocidade, maior será o tempo de exposição. Quando essa velocidade for 1/125 ou simplesmente 125, isso significa que o obturador ficará aberto por exatamente 1/125º de um segundo. A velocidade do obturador e a abertura controlam a quantidade total de luz que chega ao sensor. Algumas câmeras digitais possuem um modo de prioridade do obturador que permite a configuração da velocidade de acordo com o seu gosto. Veja também abertura.


Velocidade ISO - taxa de sensibilidade de um filme à luz. Embora as câmeras digitais não utilizem filme, elas adotaram o mesmo sistema de taxa para descrever a sensibilidade do sensor de imagem. As câmeras digitais geralmente incluem um controle para ajustar a velocidade ISO; algumas irão ajustar automaticamente, dependendo das condições de iluminação, ajustando para mais quando a luz disponível diminui. Em geral, quando a velocidade ISSO aumenta, a qualidade da imagem cai.


Fonte Microsoft

Velocidade do obturador




A velocidade do obturador ou tempo de exposição, em fotografia, está directamente relacionada com a quantidade de tempo que o obturador da máquina (câmera) fotográfica eva para abrir e fechar, deixando passar a luz que irá sensibilizar a película fotográfica ou o sensor digital CCD/CMOS e formar a imagem. leva para abrir e fechar, deixando passar a
É fácil de perceber que se deixar a máquina a receber luz durante 10 segundos, só vai ficar uma imagem estática e bem definida se nada no cenário que estamos a fotografar se movimentar durante este tempo.
Quanto menor o tempo de exposição, menos luz é absorvida no interior da máquina, maior a abertura do diafragma necessária para se obter uma exposição correta.
O tempo de exposição é normalmente dado no formato 1 / x , em que X representa uma fracção de tempo em segundos. Os valores comuns são:
  • 1/8000 s
  • 1/4000 s
  • 1/2000 s
  • 1/1000 s
  • 1/500 s
  • 1/250 s
  • 1/125 s
  • 1/60 s
  • 1/30 s
  • 1/15 s
  • 1/8 s
  • 1/4 s
  • 1/2 s
  • 1 s
  • B (de bulb) — Que mantém o obturador aberto enquanto o botão disparador estiver pressionado.
Apesar de muito popular no meio fotográfico, o termo velocidade não é correto, pois o obturador, como vimos, trabalha com tempos de exposição, em geral frações de segundos, e isto não está relacionado com rapidez de operação ou de exposição.




Exemplos



Fonte Wikipédia

Valor de exposição


Em fotografia, rotulou-se valor de exposição, ou EV, o resultado das combinações possíveis entre o par conjugado velocidade de obturação e abertura de diafragma que levam a uma mesma exposição.
A escala em EV é decimal, com cada unidade correspondendo a um "ponto" fotográfico. O aumento de valor na escala EV significa uma exposição em dobro.
O ponto de fixação do EV depende da sensibilidade ISO considerada. Geralmente, o EV está associado à sensibilidade ISO 100, em que o ponto 0 do EV corresponde a uma abertura f/ 1.0 à velocidade 1 s.
A escala decimal do EV corresponde, aproximadamente, à percepção sensorial humana da luminosidade que é sensível ao dobramento do valor da intensidade luminosa.

 História

Em meados da década de 30 o fotógrafo contava com a regra sunny 16 que diz que em dia ensolarado deve-se usar uma abertura “16” com velocidade de 1:ISO, ou seja, 1:50 s para filme de sensibilidade ISO 50; 1:100 s para ISO 100; 1:200 s para ISO 200. A regra era o suficiente para operar uma câmera box. Câmeras com mais recursos contavam com o auxílio de tabelas de exposição que vinham acompanhando o filme fotográfico.
Depois surgiram os exposímetros. A fama da “Weston Master”, atravessou a segunda metade do século passado, virou peça de colecionador e continua sendo anunciada em classificados como estando em bom estado de funcionamento. À época das “Weston Masters”, as escalas eram arbitrárias, com cada fabricante impondo a sua própria.
Nos anos 50 a Kodak introduziu uma escala de valores de exposição em uma câmera de sua fabricação, não como escala EV, mas ainda como escala LV (Light Value).
Nos anos 60 foi estabelecida a escala EV, que foi adotada primeiramente pelos fotômetros e depois pelas câmeras com fotômetro incorporado.
A década de 70 foi a década de consolidação do EV. As câmeras tipo point-and-shoot, que automatizaram a exposição deixando para o fotógrafo a tarefa de priorizar a abertura ou velocidade confortavelmente.
Na virada do milênio, o EV tem um valor relativo nas câmeras digitais (mesmo nas compactas). O valor de exposição medido pode ser alterado em 2, 3 ou mais EVs para mais e para menos, tirando da câmera a responsabilidade por uma foto bem exposta.
Nas câmeras digitais usadas em fotografia publicitária o EV é um valor que é posto à prova pela própria máquina. As câmeras digitais de estúdio possuem algoritmos para obter uma sequência de várias fotos entornando o valor EV.
O avanço nos métodos de fotometria das câmeras computadorizadas e a precisão dos mecanismos internos não são suficientes para livrar a câmera de “erros” de exposição e da possibilidade de ocorrerem falhas de exposição devido a acúmulo de desvios tolerados.

Definição formal

\mathrm {EV} = \log_2 {\frac {N^2} {t} }
onde
  • N é a abertura relativa (número f)
  • t é o tempo de exposição (velocidade de obturação)
Se o EV é conhecido, ele pode ser usado para selecionar combinações de tempo de exposição e número f, como se mostra na Tabela 1.

 

Tabela de EV x número f

Tabela 1. Tempos de exposição, em segundos, para diferentes valores de exposição e números f
EV
número f
1.0
1.4
2.0
2.8
4.0
5.6
8.0
11
16
22
−6
60
2 min
4 min
8 min
16 min
32 min
64 min
128 min
256 min
512 min
−5
30
60
2 min
4 min
8 min
16 min
32 min
64 min
128 min
256 min
−4
15
30
60
2 min
4 min
8 min
16 min
32 min
64 min
128 min
−3
8
15
30
60
2 min
4 min
8 min
16 min
32 min
64 min
−2
4
8
15
30
60
2 min
4 min
8 min
16 min
32 min
−1
2
4
8
15
30
60
2 min
4 min
8 min
16 min
0
1
2
4
8
15
30
60
2 min
4 min
8 min
1
1/2
1
2
4
8
15
30
60
2 min
4 min
2
1/4
1/2
1
2
4
8
15
30
60
2 min
3
1/8
1/4
1/2
1
2
4
8
15
30
60
4
1/15
1/8
1/4
1/2
1
2
4
8
15
30
5
1/30
1/15
1/8
1/4
1/2
1
2
4
8
15
6
1/60
1/30
1/15
1/8
1/4
1/2
1
2
4
8
7
1/125
1/60
1/30
1/15
1/8
1/4
1/2
1
2
4
8
1/250
1/125
1/60
1/30
1/15
1/8
1/4
1/2
1
2
9
1/500
1/250
1/125
1/60
1/30
1/15
1/8
1/4
1/2
1
10
1/1000
1/500
1/250
1/125
1/60
1/30
1/15
1/8
1/4
1/2
11
1/2000
1/1000
1/500
1/250
1/125
1/60
1/30
1/15
1/8
1/4
12
1/4000
1/2000
1/1000
1/500
1/250
1/125
1/60
1/30
1/15
1/8
13
1/8000
1/4000
1/2000
1/1000
1/500
1/250
1/125
1/60
1/30
1/15
14


1/8000
1/4000
1/2000
1/1000
1/500
1/250
1/125
1/60
1/30
15




1/8000
1/4000
1/2000
1/1000
1/500
1/250
1/125
1/60
16






1/8000
1/4000
1/2000
1/1000
1/500
1/250
1/125
* O apêndice ‘m’ indica tempos de exposição em minutos.

 

Correlação EV x luminância x iluminância

Antigos fotômetros fotográficos apresentavam escalas graduadas em valores luminotécnicos como o lux e a candela/m2 e tinham, assim, um status de instrumento de medida como um luxímetro. Na realidade um bom fotômetro fotográfico deve indicar valores apropriados para obter de imagens.
Podemos estabelecer uma correlação entre EV, densidade luminosa e brilhância por intermédio de equações matemáticas, mas o uso de um fotômetro fotográfico como instrumento de medida luminotécnica deve passar por aferição e ser aprovado para os propósitos a que for destinado.
Como luxímetro, o exposímetro deixa a desejar por efetuar medida de lux com um domo por cobertura ao invés de medir a luz que incide sobre uma superfície plana.
Como medida de luz refletida, a leitura é mais confiável, mas alguns sensores são boleados em vez de planos e deve-se levar em conta que os diversos fabricantes concorrem entre si para produzir o melhor resultado em termos fotográficos e não para produzir um instrumento que prima pela precisão.
É prática comum entre fabricantes de fotômetros fotográficos expressar a iluminância em EV para ISO 100. Assim, uma relação típica entre EV a ISO 100 e a iluminância pode ser expressa por:
E = 2.5 \cdot 2^{\mathrm {EV}} lux
Luminância típica medida com exposímetro de sensor plano e luminância expressa em cd/m2.
E = 0.125 \cdot 2^{\mathrm {EV}} cd/m2 ou nit

Tabela de equivalência EV x iluminância x luminância

Tabela 2. Valores de exposição vs. iluminância (ISO 100, K = 12.5[1]) e luminância (ISO 100, C = 250[2])
  EV  
  Luminância,
cd/m2  

  Iluminância,
lux  

−4
0.008
0.156
−3
0.016
0.313
−2
0.031
0.625
−1
0.063
1.25
0
0.125
2.5
1
0.25
5
2
0.5
10
3
1
20
4
2
40
5
4
80
6
8
160
7
16
320
8
32
640
9
64
1280
10
128
2560
11
256
5120
12
512
10,240
13
1024
20,480
14
2048
40,960
15
4096
81,920
16
8192
163,840

 

EV e seleção de modos de fotografia

A maioria das câmeras digitais compactas se equipara a uma câmera point-and-shoot em modo automático e também nos modos esportivo e paisagem, que equivalem às prioridades de velocidade e abertura. Como nas point-and-shoot , ao selecionarmos o modo esportivo no dial, condiciona-se o aumento da velocidade diminuindo a abertura; ao selecionar o modo paisagem condicionamos o aumento da abertura diminuindo a velocidade.
Um exemplo de foto que mantém o EV inalterado é a foto de velocidade em panning em que o fotógrafo seleciona o modo paisagem ao invés de modo esportivo para ampliar dramaticamente o aspecto velocidade.
De outro modo, o fotógrafo tira a foto de uma paisagem com o modo esportivo selecionado para restringir a profundidade de campo ao plano de interesse. Uma diminuição da sensibilidade ISO pode ser necessária no caso de digitais compactas.










Compensação de EV

A compensação de EV já havia sido ensaiada em algumas câmeras analógicas que dispunham de um botão de compensação ainda que limitada. O recurso de compensação de EV é algo comum em câmeras digitais.
A compensação de EV não é tão prática como a seleção de modos. É feita na configuração da câmera, tornando-se um parâmetro de uso modal, para ser usado na tomada de uma série de fotografias.
A compensação também é possível com o dial de modos de fotografia. O modo neve/praia provoca uma compensação para mais; o modo cena noturna para menos.
Os modos de fotografia pôr-do-sol, alvorada e contraluz, produzem compensações maiores de EV.

Bracketing de exposição

O bracketing de exposição consiste em bater uma série de fotos de um mesmo cenário usando um mesmo valor nominal de EV.
O bracketing evita que a foto seja prejudicada por mudanças repentinas de iluminação e acúmulo de erros próprios da câmera tais como: erros de velocidade, de abertura, de medição, oscilação de iluminação, etc.
O bracketing de exposição é apenas um dos bracketings possíveis. Há bracketing de balanço de cores, de velocidade, de abertura, e outros mais. O uso do bracketing envolve, portanto, bom senso.

Atribuição de valores de exposição (EV)

O interessado em fazer experiências com uma câmera pinhole, pode recorre a valores tabelados para obter fotos corretamente expostas. Valores de EV podem ser atribuídos às várias condições de iluminação com relativa precisão. Do sol a pino até o interior de casa iluminada são 10 EVs. Daí até a foto ao luar são mais 10 EVs.
Tabela 3. Valores de exposição (sensibilidade ISO 100) para várias condições de iluminação[3]
Condições de iluminação
EV100
Luz do dia
Areia ou neve sob luz solar forte ou levemente difusa (sombras nítidas)a
16
Cena típica sob luz solar forte ou levemente difusa (sombras nítidas)a,b
15
Cena típica sob luz solar levemente difusa (sombras suaves)
14
Cena típica, céu nublado (sem de sombras)
13
Cena típica, céu encoberto
12
Áreas à sombra, luz clara
12
Externas, luz natural
Arco-íris
Céu claro como fundo
15
Céu nublado como fundo
14
Pôr-do-sol e alvoradas
Logo antes do pôr-do-sol
12–14
Ao pôr-do-sol
12
Logo após o pôr-do-sol
9–11
A lua,c altura > 40°
Cheia
15
Minguante
14
Quarto
13
Crescente
12
Luar, altura da lua > 40°
Cheia
−3 to −2
Minguante
−4
Quarto
−6
Aurora boreal e austral
Brilhante
−4 to −3
Médio
−6 to −5
Externas, luz artificial
Néon e outros signos brilhantes
9–10
Esportes noturnos
9
Fogo e incêncios
9
Cenas em estradas iluminadas
8
Cenas noturnas em estradas e displays iluminados
7–8
Tráfego noturno de veículos
5
Praças e parques de diversões
7
Iluminação de árvores de Natal
4–5
Edifícios luminosos, monumentos e fontes
3–5
Vistas distantes e prédios iluminados
2
Internas, luz artificial
Galerias
8–11
Eventos esportivos, shows em palcos, e semelhantes
8–9
Circos, holofotes
8
Shows no gêlo, holofotes
9
Escritórios e áreas de trabalho
7–8
Interior de casas
5–7
Iluminação de árvores de Natal
4–5
  1. Valores para luz solar direta duas horas após a alvorada e duas horas antes do pôr-do-sol, presumindo iluminação frontal. Como regra geral diminua EV em 1 para iluminação lateral, e diminua EV em 2 para iluminação por trás.
  2. Isto é aproximadamente o valor dado pela regra sunny 16.
  3. Estes valores são apropriados para fotos ao luar tomadas à noite com uma tele longa ou telescópio que renderiza a lua com um tom médio. Eles não são, em geral, apropriados para fotos da lua que incluam paisagens.
A atribuição de EVs da Tabela 3 às condições de iluminação do mundo real produz resultados apenas aceitáveis. Levar em conta que eles foram arredondados para um número inteiro e que há omissões de considerações descritas no guia de exposições ANSI em que foi baseado. Os conhecidos desvios de cor ou falha de reciprocidade também não estão considerados. O uso apropriado dos valores de exposição tabulados é explicado em detalhes no guia de exposições ANSI, ANSI PH2.7-1986.

Notas

  1. A constante K de calibração varia levemente entre fabricantes; um valor comum é 12,5 (Canon, Nikon, e Sekonic), outro valor é 14 (Minolta e Pentax).
  2. A constante C apresenta uma variação maior entre os diversos fabricantes. A Minolta adota 320, a Sekonic 340, enquanto o valor comum é 250)
  3. Valores de exposição na Tabela 3 foram tomados do guia de exposições da ANSI PH2.7-1973 e PH2.7-1986; há diferenças entre os guias, mas elas não são incoerentes. O guia ANSI é baseado nos estudos feitos por L.A. Jones e H.R. Condit, descritos no Jones e Condit (1941), Jones e Condit (1948), e Jones e Condit (1949).

Fonte: Wikipédia

Outros haicais de Helena Kolody


Alegria 


Trêmula gota de orvalho
presa na teia de aranha,
rebrilhando como estrela.


 

Flecha de sol 

A flecha de sol
pinta estrelas na vidraça.
Despede-se o dia.



Manhã 


Nas flores do cardo,
leve poeira de orvalho.
Manhã no deserto.
 
 
Fonte: Caqui

Três Haicais de Helena Kolody




Arco-íris 

Arco-íris no céu.
Está sorrindo o menino
Que há pouco chorou.

Os outros dois:


Prisão 

Puseste a gaiola
Suspensa dum ramo em flor,
Num dia de sol.


 

Felicidade 

Os olhos do amado
Esqueceram-se nos teus,
Perdidos em sonho. 



Fonte Caqui

...



LXXXIII 

A janela bate
Apagando a lamparina –
Noite de tormenta


 

LXXXIV

A chuva mansa
Sobre a cidade triste –
Na janela um vulto





Haicais de Carlos Vilarinho

...


XCIX 

O sol tórrido
Os pardais disputam
A única sombra




 



Uma magnólia
Perfume e leveza
A alva manhã



Haicais de Carlos Vilarinho disponíveis em Recanto das Letras